Variável do dólar reflete cenário externo e expectativas nos EUA
O dólar cotado às 10h40, na manhã de quarta-feira, apresentou ligeira alta de 0,04%, fechando a R$ 5,3817, enquanto o Ibovespa recuava 0,36%, aos 163.078 pontos. O cenário externo e as expectativas em relação à economia americana influenciam as movimentações do mercado cambial brasileiro.
Instabilidade controlada e atenção às moedas globais
Com uma agenda econômica mais leve no Brasil, os investidores estão atentos às possíveis direções do dólar diante da expectativa pelos números de emprego nos Estados Unidos. Na sua última semana, o mercado prevê que o relatório ADP sobre folhas de pagamento privados deve mostrar a criação de 47 mil vagas em dezembro, após uma perda de 32 mil vagas no mês anterior.
Mais tarde, será divulgada a pesquisa JOLTS, que mede o número de vagas abertas, esperando-se um total de 7,6 milhões de empregos disponíveis. Esses dados, que antecedem o relatório de empregos oficial (payroll), esperado para sexta-feira, podem influenciar as decisões do Federal Reserve sobre a manutenção ou o corte nas taxas de juros.
Expectativas de cortes de juros e acontecimentos internacionais
O mercado financeiro nos Estados Unidos trabalha com a previsão de dois cortes nas taxas de juros ao longo do ano, o que aumenta a cautela com os indicadores econômicos do país. Entretanto, a atenção também se volta às tensões internacionais, particularmente às ações dos EUA na Venezuela, onde Donald Trump anunciou a entrega de entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo venezuelano aos EUA, em meio aos desdobramentos políticos e econômicos no país latino-americano.
Petróleo venezuelano e impactos globais
Segundo Trump, o petróleo será vendido ao preço de mercado e controlado para garantir que os recursos sejam utilizados em benefício do povo venezuelano e dos EUA. A ofensiva ocorre após uma ação militar americana que resultou na prisão de Nicolás Maduro e após a Venezuela acumular milhões de barris de petróleo armazenados, devido ao bloqueio imposto por Washington desde dezembro.
Especialistas avaliam que a liberação de petróleo venezuelano pode impactar a oferta mundial, contribuindo para a estabilidade ou eventual queda do preço da commodity no mercado internacional.
Movimentações nas bolsas globais e cenário internacional
Os mercados acionários de Wall Street demonstraram cautela, aguardando os dados de emprego, após recordes recentes do S&P 500 e Dow Jones na semana anterior. Os contratos futuros do Dow subiram 0,04%, enquanto o S&P 500 e a Nasdaq recuaram 0,15% e 0,35%, respectivamente.
Na Europa, a inflação desacelerou para 2% na zona do euro em dezembro, atingindo a meta do Banco Central Europeu, o que favorece o otimismo nos mercados. As bolsas apresentaram movimentos mistos: DAX +0,6%, FTSE 100 -0,5%, CAC 40 -0,2%.
Já na Ásia, os índices fecharam com desempenhos variados. A bolsa de Xangai subiu 0,05%, enquanto Hong Kong caiu 0,94%, refletindo a fase de ajustamento dos mercados na região.
Perspectivas para o dólar e o cenário brasileiro
O desempenho do dólar no Brasil segue influenciado pelos fatores externos e internos, com o acumulado semanal de baixa de 0,82% e variação de -1,99% no mês e no ano. O Ibovespa, por sua vez, acumula ganho de 1,95% na semana e 1,58% no mês e no ano, mostrando resiliência diante das incertezas globais.
O mercado financeiro também acompanha de perto o fluxo cambial semanal, importante para entender os rumos do dólar diante das incertezas políticas e econômicas globais. A expectativa por dados de emprego nos EUA e a evolução da crise na Venezuela permanecem como fatores determinantes para a volatilidade da moeda brasileira.
Para mais informações, acesse o fonte original.
Com informações do Jornal Diário do Povo
Share this content:










Publicar comentário