UE aprova acordo histórico com o Mercosul
Nesta sexta-feira (9), os países da União Europeia deram sinal verde ao acordo comercial com o Mercosul, abrindo caminho para a assinatura oficial prevista para o dia 17 de janeiro. A decisão ocorre após mais de duas décadas de negociações que enfrentaram diversos impasses políticos, ambientais e econômicos.
Histórico de negociações e principais marcos do acordo UE-Mercosul
O processo de aproximação começou em 1991, com a assinatura do Tratado de Assunção que criou o Mercosul. Desde então, o relacionamento avançou com a assinatura de acordos e diálogos, como o Acordo-Quadro de Cooperação de 1995 e as negociações comerciais iniciadas em 1999. Apesar de avanços, questões como subsídios agrícolas europeus e abertura de mercados industriais permaneceram obstáculos ao longo dos anos.
Após períodos de paralisação, o diálogo foi retomado em 2016, com novas negociações focadas em tarifas, serviços e propriedade intelectual. Em 2019, o acordo político foi considerado concluído, mas resistências internas, especialmente relacionadas às questões ambientais, dificultaram a ratificação definitiva até agora.
Desafios ambientais e resistência interna na Europa
Nos últimos anos, a União Europeia passou a exigir compromissos ambientais mais rigorosos, incluindo ações contra o desmatamento na América do Sul e o cumprimento do Acordo de Paris. Segundo fontes oficiais, a aprovação de 2026 foi possível após a apresentação de um instrumento ambiental adicional e a realização de ajustes jurídicos e políticos, apesar de resistências de países europeus com forte setor agrícola, como França, Polônia e Irlanda.
Impactos e próximos passos do acordo UE-Mercosul
Com a assinatura do tratado, o acordo promete criar a maior zona de livre comércio do mundo, eliminando tarifas sobre cerca de 90% do comércio bilateral. Além de ampliar o intercâmbio econômico, o pacto deverá incentivar investimentos e fortalecer as relações políticas entre os blocos.
Segundo análise do g1, a formalização do acordo ainda depende da aprovação pelo Congresso Europeu e pelos legislativos dos países do Mercosul, o que deve acontecer nas próximas semanas. Após esse passo, a expectativa é que o tratado entre em vigor ainda neste ano, consolidando sua posição como maior área de livre comércio do planeta.
Especialistas destacam que o acordo representa uma oportunidade para ampliar o comércio, gerar empregos e potencializar o desenvolvimento sustentável na região, desde que sejam respeitadas as exigências ambientais e sociais previstas no pacto.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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