UE adia por um ano lei de combate ao desmatamento e flexibiliza regras
Os negociadores da União Europeia anunciaram nesta quinta-feira (4) o adiamento por um ano da entrada em vigor do Regulamento de Desmatamento da UE (EUDR), uma legislação histórica que busca conter o desmatamento ligado às importações de commodities essenciais como soja, café, cacau e óleo de palma. A decisão visa aliviar a carga burocrática e permitir maior preparação de operadores e autoridades ao redor do bloco.
Adiantamento e flexibilizações no regulamento de desmatamento
A Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e o Conselho da UE chegaram a um acordo preliminar durante uma reunião em Bruxelas, aumentando o prazo de implementação do regulamento original. A postura foi apoiada pelos negociadores e resultou na eliminação de uma carência adicional de seis meses inicialmente solicitada pelo órgão executivo da UE.
Segundo informações do Conselho da UE, o objetivo do adiamento é “simplificar a implementação das regras existentes e permitir que operadores, comerciantes e autoridades se preparem adequadamente”.
Impacto e próximos passos
Embora o acordo provisório ainda precise de aprovação formal pelo Parlamento Europeu e pelos estados-membros, a expectativa é que a legislação se torne oficial após sua publicação no boletim oficial da UE. O novo prazo busca atender às pressões de setores industriais e países ao redor do mundo que contestam os critérios atuais do regulamento.
O regulamento, conhecido como EUDR, representa uma estratégia para reduzir o desmatamento associado às importações de commodities essenciais, além de ampliar a responsabilidade das empresas europeias na cadeia de produção e comercialização.
Reação dos setores e perspectivas futuras
Autoridades europeias defendem a medida como uma tentativa de equilibrar o combate ao desmatamento com a necessidade de manter o comércio e evitar represálias comerciais por parte de países exportadores. “A prioridade é garantir uma implementação eficaz e justa das regras”, destacou o Conselho da UE.
Especialistas apontam que o adiamento poderá facilitar o alinhamento de empresas e autoridades às exigências, embora também gere preocupação quanto ao impacto ambiental. A expectativa é de que a legislação entre em vigor em janeiro de 2026, com uma fase de adaptação ampliada.
Para mais detalhes, acesse a matéria completa do Globo.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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