Trump sinaliza exclusão da Exxon das negociações na Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou nesta semana que está inclinado a deixar a Exxon Mobil de fora de sua iniciativa para impulsionar a recuperação do setor petrolífero na Venezuela. A decisão ocorre após a empresa expressar reservas quanto à viabilidade de investir no país sul-americano.

Precisão de Trump sobre a Exxon

Durante entrevista a repórteres a bordo do avião presidencial, Trump afirmou: “Eu provavelmente tenderia a excluir a Exxon. Não gostei da resposta deles. Estão sendo espertinhos demais.” A declaração indica resistência do governo americano em aceitar a participação da gigante petrolífera na retomada das operações na Venezuela.

Reunião na Casa Branca e opiniões de executivos

Na última sexta-feira, na Sala Leste da Casa Branca, quase 20 executivos do setor de petróleo participaram de uma reunião com Biden, onde Darren Woods, CEO da Exxon, declarou que a Venezuela é um país “inviável de investir”, devido às estruturas legais e às apreensões ocorridas no passado. “Os ativos da Exxon já foram confiscados duas vezes pelo governo venezuelano”, reforçou Woods, que também afirmou que a companhia está pronta para atuar caso haja garantias de segurança por parte do governo venezuelano.

Perspectivas de retomada e riscos

Mesmo com a disposição de alguns executivos em retornar à Venezuela, especialistas alertam que revitalizar a indústria petrolífera do país, que foi bastante afetada pelos anos de má gestão e corrupção, demandaria cerca de 100 bilhões de dólares e uma década de investimentos contínuos. Segundo estimativas, as operações atuais da Exxon no país, que já foram suspensas, podem retornar somente se houver garantias de segurança e estabilidade.

Política de Trump e relações com petroleiras americanas

Após a reunião, Trump declarou que os EUA decidirão quais petroleiras podem atuar na Venezuela e que atuarão como intermediários entre essas empresas e o governo venezuelano. “Vamos fechar o acordo” para a entrada de companhias no país, afirmou Trump, reforçando a estratégia de reforçar o controle estadunidense sobre as operações de petróleo na Venezuela.

Apesar do otimismo de algumas empresas, a revitalização do setor petrolífero venezuelano ainda enfrenta obstáculos fundados na insegurança jurídica, na corrupção e na instabilidade política. Além disso, a Chevron, única gigante ocidental que permaneceu na Venezuela durante o mandato de Nicolás Maduro, planeja ampliar sua produção em até 50% nos próximos 18 meses, enquanto a Exxon mantém reservas de cautela diante das incertezas.

Impactos na economia brasileira

A expectativa de aumento na produção de petróleo na Venezuela tem implicações também para o Brasil, especialmente para a Petrobras, dado o potencial impacto na cadeia de fornecimento global e na dinâmica regional de energia. Especialistas sugerem que a renovação do setor venezuelano poderia alterar a competitividade e o mercado da América do Sul.

Por ora, a incerteza prevalece, e o futuro da presença das petroleiras americanas na Venezuela permanece sob fortes questionamentos, enquanto a política dos EUA continua a pautar a relação com o país vizinho.

Fonte: O Globo

Com informações do Jornal Diário do Povo

Share this content:

Publicar comentário