Trump ameaça limitar remuneração de executivos de defesa e restringir dividendos
O ex-presidente Donald Trump ameaçou, nesta semana, limitar a remuneração dos principais executivos das empresas de defesa dos Estados Unidos e proibir o pagamento de dividendos e recompras de ações. A medida visa punir o setor, que, segundo ele, prioriza os lucros em detrimento da rapidez na produção de equipamentos militares.
Medidas contra empresas de defesa dos EUA
Em uma publicação na plataforma Truth Social, Trump afirmou que impediria que executivos de empresas de defesa ganhassem mais de US$ 5 milhões por ano até que construíssem novas instalações de fabricação e acelerassem a entrega de equipamentos militares. “As contratantes de defesa estão atualmente pagando dividendos massivos a seus acionistas e realizando recompras massivas de ações, em detrimento do investimento em plantas e equipamentos”, escreveu o ex-presidente.
Impacto nos lucros e na produção de armas
Segundo Trump, a decisão visa garantir que as empresas concentrem-se na logística de fornecimento e na produção de armas, deixando de lado os lucros excessivos. “Por mais alto que isso soe, cinco milhões de dólares é uma fração do que eles estão ganhando agora”, argumentou. O anúncio surpreendeu os mercados, levando a uma queda de cerca de 1,4% nas ações de gigantes do setor, como Lockheed Martin e General Dynamics, enquanto a Northrop Grumman caiu mais de 2%.
Repercussões e análise do mercado
Especialistas do setor avaliam que as restrições propostas podem impactar significativamente empresas de defesa nos Estados Unidos, além de gerar incertezas sobre o futuro das políticas de remuneração corporativa. A Casa Branca ainda não confirmou qual autoridade legal seria encarregada de aplicar as restrições, mas sugeriu a possível emissão de uma ordem executiva para implementar as mudanças.
Crise na Venezuela e contexto internacional
A ofensiva militar na Venezuela e as ações dos Estados Unidos na América do Sul continuam influenciando o cenário diplomático e econômico. Os mercados de petróleo mostram impacto limitado no curto prazo, mas há uma pressão de baixa no médio prazo, segundo analistas. Enquanto isso, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, prevê aumento das exportações de petróleo em 2026, minimizando o efeito da crise venezuelana no Brasil (Fonte).
Futuras ações do governo americano
Trump também criticou os prazos de manutenção dos equipamentos já entregues e reforçou que os serviços devem ser “perfeitos e pontuais”. Ainda não está claro qual mecanismo legal será utilizado para aplicar as restrições, mas a Casa Branca indicou que prepara uma medida executiva para implementar as mudanças desejadas pelo ex-presidente.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, advertiu em novembro que o governo está renovando seus métodos de aquisição militar para “transformar” o setor, alinhando-se às ações de Trump. Mais informações
Com informações do Jornal Diário do Povo
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