Tesouro prevê crescimento da dívida pública até 2026
A dívida do setor público consolidado no Brasil deve seguir em expansão até o final do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2026. Segundo a 7ª Edição do Relatório de Riscos Fiscais da União, divulgada nesta sexta-feira pela Secretaria do Tesouro Nacional, a estimativa é que a relação dívida/PIB atinja 82,5% no próximo ano.
Projeções e crescimento da dívida
O cálculo considera a dívida do governo federal, INSS, Estados e municípios. Caso essa previsão se confirme, a dívida bruta brasileira terá aumentado 10,8 pontos percentuais durante o governo Lula. Em dezembro de 2022, ao fim do mandato de Jair Bolsonaro, o índice era de 71,1%.
Este será o maior patamar desde abril de 2021, quando a dívida atingiu 82,6% do PIB, de acordo com dados do Banco Central. O recorde histórico foi de 87,7%, registrado em outubro de 2020, durante o auge da pandemia de Covid-19.
Perspectivas para a saúde fiscal e recomendações
O Tesouro Nacional ressalta que a redução sustentável da dívida no médio prazo dependerá da continuidade de reformas que promovam melhorias no ambiente de negócios e estimulem o crescimento do PIB. A consolidação fiscal, ou seja, o equilíbrio das contas públicas, também é fundamental nesse processo.
Impacto dos juros altos
Um fator que pode dificultar essa recuperação é o cenário de juros elevados, atualmente com a taxa básica Selic em 15% ao ano, uma das mais altas desde 2006. Segundo o relatório, alterações na Selic têm efeito direto sobre o custo da dívida pública, dada a grande proporção de títulos atrelados à taxa de juros de curto prazo.
De acordo com o Tesouro, uma Selic 1 ponto percentual acima do cenário de referência até 2029 elevaria os juros nominais em 0,6 ponto percentual, gerando um gasto adicional de R$ 405,9 bilhões. Em contrapartida, uma redução de 1 ponto na Selic geraria uma economia de R$ 395,1 bilhões no mesmo período.
Consequências econômicas e recomendações
O relatório aponta que o cenário de juros altos torna adicionalmente mais difícil o controle da dívida pública. Para atenuar esse impacto, o governo reforça a importância de reformas fiscais e de crescimento sustentado.
Especialistas avaliam que a continuidade de políticas fiscais responsáveis será crucial para evitar a escalada da dívida e garantir maior estabilidade às finanças públicas brasileiras.
Para mais detalhes, confira a matéria completa no G1.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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