Tarifa de 50% dos EUA deve afetar 4% das exportações brasileiras, diz Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (5) que as sobretaxas de 50% impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros irão afetar cerca de 4% das exportações nacionais. Destas, 2% já possuem destinos alternativos, segundo o ministro.
Impacto das tarifas nas exportações brasileiras
Durante sua participação na 5ª reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, Haddad destacou que as exportações para os Estados Unidos, que representam atualmente 12% do total enviado ao exterior, foram reforçadas após medidas de abertura de mercado do governo Lula em 2003. “Graças à política do governo Lula de abrir os mercados para os produtos brasileiros, as exportações para os EUA já representam 12% do total, dos quais 4% estão sendo afetados pelo tarifaço”, afirmou.
O ministro acrescentou que mais da metade dessas tarifas, ou seja, mais de 2%, devem encontrar novos destinos a curto ou médio prazo, uma vez que muitos desses produtos, como commodities, possuem preço internacional. “Mais de 2% dessas exportações terão, naturalmente, outra destinação porque são commodities com preço internacional”, explicou.
Setores vulneráveis e ações do governo
Haddad destacou que, embora o impacto seja considerado relativamente baixo, setores que geram muitos empregos, como a fruticultura, permanecem vulneráveis e demandam atenção especial do governo. “Setores que geram muito emprego, como a fruticultura, exigem uma atenção prioritária, que será dada”, garantiu.
Preocupação com o bem-estar social
O ministro reforçou que a prioridade do governo federal é assegurar que a população continue a ter acesso à alimentação, ao emprego e aos investimentos. “Vamos socorrer essas famílias prejudicadas por uma ação que muitas vezes foi chamada de injusta, indevida e incompatível com os 200 anos de relação fraterna entre Brasil e Estados Unidos”, afirmou Haddad.
Implementação das sobretaxas e plano de contingência
As sobretaxas de 50% entraram em vigor nesta quarta-feira (6). Apesar de existirem 694 exceções na lista, o impacto ainda é sentido em produtos essenciais na balança comercial, como carne, frutas e café. O governo brasileiro prepara um plano de contingência, que deve ser divulgado em breve, com foco na manutenção de empregos mediante linhas de crédito e compras governamentais, adianta o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Segundo Alckmin, a estratégia visa proteger o mercado de trabalho e minimizar os efeitos econômicos das tarifas americanas sobre a economia brasileira. A expectativa é que as medidas ajudem a equilibrar o impacto dessas sobretaxas enquanto o Brasil busca reforçar suas negociações diplomáticas.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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