Tarifa de 40% sobre o café ainda considerada proibitiva pelo setor
A tarifa de 40% sobre o café, mantida pelos Estados Unidos após a redução de 50% para 40% em 14 de novembro, continua sendo considerada proibitiva pelo setor brasileiro. Segundo Márcio Ferreira, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), essa taxa “não muda nada” e mantém o Brasil fora do “jogo”.
Reação do setor e expectativa de melhorias
Ferreira explicou que, para o setor cafeeiro, uma redução maior — ou a eliminação total da tarifa — seria necessária para promover uma concorrência mais justa. “A tarifa de 40%, se ficar, continua proibitiva e não altera o cenário. O Brasil permanece totalmente marginalizado nas exportações para os EUA”, afirmou. O presidente do Cecafé ainda declarou que uma tarifa zero representaria um cenário ideal, colocando o Brasil em pé de igualdade com países concorrentes no mercado de café arábica.
Contexto da implementação das tarifas
Na sexta-feira, os EUA anunciaram uma redução nas tarifas de aproximadamente 200 produtos alimentícios, incluindo café, carne, açaí e manga. Para o Brasil, a tarifa de importação sobre o café baixou de 50% para 40%. Apesar do ajuste, setores do agronegócio brasileiro, especialmente os produtores de café, esperavam que a tarifa fosse completamente eliminada, o que poderia fortalecer as exportações brasileiras.
Negociações e respostas do governo dos EUA
As negociações entre Brasil e Estados Unidos tiveram avanços recentes, com encontros envolvendo o presidente Lula e o então presidente Donald Trump, além de reuniões entre representantes diplomáticos. Após uma reunião na última quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, afirmou que aguardava uma resposta clara dos EUA sobre um possível “mapa do caminho” para futuras negociações.
No entanto, na sexta-feira, Trump declarou que não acredita ser necessário realizar novos cortes nas tarifas. “Acabamos de fazer um pequeno recuo”, afirmou o então presidente dos EUA, ressaltando que os preços do café, que estavam elevados, deverão cair em breve. Trump também indicou que a recente redução na tarifa não é um sinal de novas negociações em aprofundamento, mas uma resposta ao cenário econômico atual.
Impacto no mercado e expectativa futura
Com a manutenção da tarifa de 40%, o setor brasileiro segue esperando por melhorias. Segundo especialistas, a eliminação total das tarifas de importação representaria uma oportunidade real de competir em condições iguais no mercado estadunidense, principal destino do café brasileiro.
A assessora especial do presidente Lula, Celso Amorim, e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, elogiaram a redução, embora tenham destacado a importância de continuar acompanhando a lista de produtos que ainda permanecem sujeitos às tarifas elevadas. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) comemorou a decisão, destacando que ela reforça as exportações de carne bovina para os EUA. A Abrafrutas, por sua vez, manifestou preocupação com o fato de a uva, segunda fruta brasileira mais exportada aos EUA, ter ficado de fora das exceções.
O cenário atual reforça a necessidade de avançar nas negociações para reduzir ou eliminar completamente a tarifa de 40% sobre o café, garantindo um ambiente mais equilibrado para as exportações brasileiras ao mercado dos Estados Unidos. A expectativa é de que futuras medidas possam facilitar o acesso do produto brasileiro às prateleiras americanas, fortalecendo o setor no horizonte próximo.
Para mais detalhes, acesse o artigo completo no site do G1.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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