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Europa aprova acordo de livre-comércio com Mercosul após anos de negociações

Na última sexta-feira, uma maioria qualificada dos Estados-membros da União Europeia (UE) aprovou o acordo de livre-comércio com o Mercosul, apesar das protestos de agricultores europeus e da oposição da França. O avanço do tratado permitirá à UE assinar oficialmente o pacto na próxima semana, em Assunção, com o Paraguai, atual país que preside o bloco sul-americano em 2026.

Significado do acordo para a União Europeia

Segundo fontes da Comissão Europeia, o tratado é considerado fundamental para a política, economia, estratégia e diplomacia do bloco. “É um acordo que fortalecerá nossas relações comerciais e estratégicas com o Mercosul”, afirmou Olof Gill, porta-voz da Comissão. Os embaixadores dos 27 Estados-membros estão reunidos em Bruxelas para discutir os detalhes finais do tratado.

Obstáculos e disputa política

Embora o sinal verde tenha sido dado, a assinatura oficial ainda depende da aprovação do Parlamento Europeu, cujos cerca de 150 eurodeputados ameaçam recorrer à Justiça para impedir a implementação do acordo. Contudo, a assinatura deve ocorrer em Assunção, após negociações que duraram mais de 20 anos e que resultaram na criação de uma zona de livre comércio para mais de 720 milhões de consumidores, somando US$ 22,3 trilhões em PIB.

Reações e controvérsias

Apesar do progresso, o tratado enfrentou resistência, principalmente do setor agrícola europeu. Na semana passada, ministros da agricultura da UE discutiram medidas de suporte aos produtores rurais, que temem competição com produtos do Mercosul. Como resposta, foi anunciado o adiantamento de até € 45 bilhões para subsídios agrícolas no próximo orçamento da Política Agrícola Comum (PAC), incluindo o apoio à produção local.

Reações na França e na Itália

França, liderada pelo presidente Emmanuel Macron, foi uma das principais opositoras, alegando que o acordo precisava de garantias adicionais para proteger o setor agrícola europeu. No entanto, a Itália, que também integrou o grupo de países reticentes, retirou suas objeções após a aprovação do suporte financeiro aos agricultores.

Perspectivas futuras e desafios

Mesmo com a aprovação, o tratado ainda enfrenta o período de análise do Parlamento Europeu, que pode levar várias semanas. Cerca de 150 eurodeputados ameaçam recorrer à Justiça contra a ratificação, indicando que o processo ainda poderá enfrentar obstáculos no curto prazo. A assinatura formal do acordo depende do aval do Parlamento, além do consentimento do Conselho Europeu.

Este tratado é um marco histórico, pois representa uma ampliação significativa das relações comerciais entre a UE e a América do Sul, além de ser um emissor de sinais políticos e estratégicos para o futuro da integração regional. A expectativa é que, se ratificado plenamente, o acordo tenha efeitos duradouros na economia de ambos os lados e fortaleça as alianças diplomáticas.

Para mais detalhes, acesse a matéria completa.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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