Saks busca US$ 1 bilhão em empréstimo para evitar falência
A Saks Global, dona das marcas Saks Fifth Avenue, Neiman Marcus e Bergdorf Goodman, está buscando estruturar um empréstimo de até US$ 1 bilhão, enquanto enfrenta graves dificuldades financeiras que podem levar à recuperação judicial nos Estados Unidos, segundo fontes próximas às negociações. A varejista de luxo tenta ampliar seu fluxo de caixa e evitar a falência.
Crises e negociações de financiamento na Saks
Com problemas de liquidez, a Saks deixou de pagar mais de US$ 100 milhões em juros de títulos no último dia 30 de dezembro. A companhia vem negociando um acordo de tolerância (“forbearance”) com alguns credores, que pode prolongar sua operação enquanto busca um plano de reestruturação ou financiamento emergencial, de acordo com fontes que preferiram manter o anonimato.
Alguns detentores de títulos discutem um financiamento do tipo “debtor-in-possession” (DIP), que permitiria injetar pelo menos US$ 750 milhões na empresa e adiar pagamentos de dívidas, facilitando a continuidade das operações após a entrada em recuperação judicial. As negociações, contudo, evoluem rapidamente e as condições podem se alterar.
Reações e silêncio oficial
Até o momento, a Saks não retornou pedidos de comentário. A consultoria PJT Partners, que assessora a empresa, recusou-se a divulgar detalhes sobre as negociações. O jornal New York Post havia noticiado previamente alguns detalhes sobre o possível empréstimo DIP, que envolveria recursos de emergência para a varejista.
Contexto e impacto
Fundada há mais de 50 anos, a Saks tenta recuperar o fôlego após adquirir a Neiman Marcus por US$ 2,7 bilhões em 2024, uma estratégia que buscava ampliar sua escala e reduzir custos. Apesar disso, os resultados de vendas continuam fracos, e problemas de estoque agravaram a crise, levando à saída do CEO Marc Metrick, substituído por Richard Baker, presidente do conselho.
Partes do setor de varejo de luxo ressaltam que a situação reflete o momento delicado do segmento, pressionado por queda nas vendas e por um ambiente de crescente inadimplência, inclusive nas ações judiciais relacionadas a planos de saúde, setor que representa 47% do total de processos na Justiça, conforme dados recentes (Fonte).
Perspectivas futuras
A evolução das negociações e a possibilidade de obtenção do empréstimo US$ 750 milhões podem determinar se a Saks conseguirá continuar suas operações ou se recorrerá à recuperação judicial definitiva. A busca por recursos se dá em um momento em que o mercado de luxo enfrenta instabilidades, pressionando sua estrutura financeira global.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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