Romeu Zema renuncia, e Mateus Simões assume o governo
Romeu Zema (Novo) oficializou neste domingo (22) sua renúncia ao cargo de governador de Minas Gerais. O vice, Mateus Simões (PSD), assume o comando do estado em um cenário de indefinição para a formação de chapas da direita na disputa pelo Executivo.
A saída de Zema ocorre a menos de duas semanas do prazo final para desincompatibilização, requisito legal para sua possível candidatura à Presidência da República. Zema cumpriu a primeira etapa da transição com cerimônias na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e no Palácio da Liberdade.
Com a renúncia, Zema foca na pré-campanha presidencial, apesar de índices modestos em pesquisas e especulações sobre compor a chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A senadora Tereza Cristina (PP-MS), por outro lado, indicou que prefere o Senado a uma vaga na vice-presidência.
Nos bastidores da direita, a movimentação de Zema é vista como uma possibilidade de aliança com Bolsonaro. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, deixou a decisão sobre a composição da chapa a cargo de Flávio e Jair Bolsonaro, que avaliam diferentes perfis.
Enquanto isso, aliados de Mateus Simões acreditam que sua visibilidade aumentará com o novo cargo. Ele enfrenta, porém, disputas internas na base aliada para a definição de sua chapa, com divisões entre os partidos de direita em Minas.
O cenário abre espaço para a candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que busca o governo estadual. A disputa pela indicação do vice de Simões já gerou atritos entre PSD e Novo. O presidente do PSD em Minas, Cássio Soares, questionou a garantia do Novo para indicar o vice. Em resposta, o Novo ameaçou apoiar outro nome, mas ambos os partidos negam publicamente a ruptura.
O Republicanos também articula a candidatura de Cleitinho Azevedo, movimento criticado por Simões. O vice-governador acusou o partido de se preocupar mais com investigações contra seu presidente estadual do que com a gestão de Minas.
Simões expressou respeito por Cleitinho e não descartou uma aliança, buscando manter pontes abertas. Ele também considerou o prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (PL), para a vice, mas sua principal aposta é a vereadora Fernanda Altoé (Novo).
Cleitinho Azevedo retribuiu o aceno de Simões, afirmando que está à disposição para a união. O senador também buscou articulação com o deputado Nikolas Ferreira (PL), a quem ofereceu apoio para o governo estadual, mas Ferreira prefere focar na reeleição para a Câmara.
Nikolas Ferreira tem se reaproximado de Simões, apesar de ter sido visto em anotações de Flávio Bolsonaro como um nome que poderia impulsionar a candidatura do PL em Minas. Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputados do PL defendem o apoio a Cleitinho.
Fonte: O Globo
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