Relatório da Casa Branca indica apoio do Alibaba ao Exército chinês

Um memorando de segurança nacional da Casa Branca, divulgado pelo Financial Times, afirma que o Alibaba, dono do portal chinês AliExpress, ofereceu apoio tecnológico ao Exército de Libertação Popular da China, o que foi interpretado como uma ameaça à segurança dos Estados Unidos. A reportagem destaca que a questão surge em um momento de intensificação da competição global do gigante de e-commerce por avanços em inteligência artificial.

Ameaças à segurança e relação com o setor militar

Segundo o documento, o Alibaba teria fornecido às Forças Armadas da China capacidades que, na avaliação da Casa Branca, representam um risco à segurança dos EUA. O memorando não detalha quais seriam os alvos visados pelo Exército chinês nos Estados Unidos, mas aponta que a companhia teria facilitado o acesso do governo e dos militares chineses a dados de clientes, incluindo informações de IP, Wi-Fi, registros de pagamento e serviços relacionados à inteligência artificial, conforme informações do Financial Times.

Resposta oficial do Alibaba e posicionamento internacional

Um porta-voz do Alibaba afirmou à agência Bloomberg que as alegações e insinuações presentes no artigo são completamente falsas. A empresa questionou a motivação por trás do vazamento anônimo e afirmou que a operação de relações públicas teria origem em uma voz dissidente que busca minar o recente acordo comercial entre os EUA e a China durante o governo Trump. Até o momento, o Alibaba não respondeu oficialmente a pedidos de comentário sobre suas relações com o Exército chinês, enquanto a Casa Branca e a CIA se recusaram a comentar o situação.

Contexto político e tensões entre EUA e China

As preocupações dos Estados Unidos também envolvem o crescimento de ações do Alibaba e outras empresas chinesas, como Huawei e ByteDance, na liderança de setores estratégicos como inteligência artificial. Autoridades americanas veem essas companhias como vinculadas ao governo de Pequim e como potenciais riscos à segurança nacional, evidenciado pelo reforço das restrições às operações dessas empresas no país.

O governo dos EUA destacou ainda a preocupação com a participação do Alibaba em eventos internacionais, como os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, por receio de facilitar operações de vigilância e inteligência do governo chinês. Membros do Congresso, como John Moolenaar e Andrew Gabarino, apontam riscos advindos da influência do Partido Comunista Chinês sobre empresas sediadas na China, que, segundo eles, podem comprometer a segurança do país.

Desenvolvimento de IA e competição global

Enquanto enfrenta o escrutínio internacional, o Alibaba trabalha na reformulação de seu principal aplicativo de inteligência artificial, buscando torná-lo mais semelhante ao ChatGPT, da OpenAI. Empresas chinesas como Huawei, ByteDance e startups de IA estão lançando modelos cada vez mais avançados, na tentativa de superar líderes como OpenAI e DeepSeek em desempenho.

Esforços regulatórios e tensões diplomáticas

Nos últimos meses, legisladores americanos intensificaram suas ações contra o setor tecnológico chinês, incluindo pedidos de retirada de empresas chinesas das bolsas de valores dos EUA. Em maio, membros do Congresso enviaram cartas à SEC alertando para os riscos de investimento vinculados ao Alibaba devido aos seus vínculos com entidades militares e de inteligência do governo chinês, reforçando o clima de tensão e desconfiança.

Perspectivas futuras

Com as alegações contra o Alibaba ainda sob avaliação, a relação entre Washington e Pequim permanece marcada por disputas comerciais e preocupações de segurança. Analistas destacam que a ampliação do combate às empresas chinesas no setor de tecnologia reflete uma estratégia de contenção dos avanços de Pequim em áreas consideradas críticas para a segurança global.

Com informações do Jornal Diário do Povo

Share this content:

Publicar comentário