Reag de João Mansur: ascensão, controvérsias e ligação com o crime

A Reag, fundada em 2012 pelo empresário João Carlos Mansur, foi uma das principais gestoras independentes do Brasil, com R$ 341,5 bilhões sob gestão até julho de 2024, segundo a Anbima. No entanto, sua trajetória meteórica ganhou destaque negativo após investigações criminais e a exposição de vínculos com atividades ilícitas relacionadas ao crime organizado.

Ascensão acelerada e vínculos com o futebol

Nascida na região da Avenida Paulista, a Reag se tornou referência no mercado financeiro ao adquirir mandatos de fundos exclusivos voltados para famílias ricas. Além do sucesso empresarial, Mansur também integrou o conselho do Palmeiras e participou de negociações de SAF de clubes tradicionais, como Juventus da Mooca e Portuguesa.

A relação com o esporte foi uma estratégia de visibilidade, além de envolver-se na gestão de clubes de futebol com ambições de grandes investimentos, incluindo a promessa de R$ 1 bilhão na reestruturação da Portuguesa.

Operação Carbono Oculto e desdobramentos

Em agosto de 2025, a PF, Ministério Público e Receita Federal deflagraram a Operação Carbono Oculto, que revelou que fundos ligados à Reag teriam sido usados para ocultar bens de lavagem de dinheiro do PCC, incluindo imóveis, usinas de álcool e veículos. Segundo o MP-SP, entre 2020 e 2024, mais de R$ 52 bilhões oriundos de negócios ilícitos passaram por estados financeiros ligados à organização criminosa.

Após a operação, a Reag anunciou a venda do controle acionário e a saída de Mansur da presidência do conselho. Além disso, a empresa que era listada na B3 como REAG3 passou por mudanças societárias com o objetivo de focar em operações mais simples, justamente em meio às investigações.

Investigação e envolvimento no caso Master

Mansur foi alvo da operação Compliance Zero, deflagrada em 14 de janeiro de 2026, que apura fraudes no Banco Master. Segundo as investigações, a ré da Polícia Federal apontou operações suspeitas, incluindo transações relâmpago apoiadas por empréstimos de R$ 459 milhões, com rentabilidade de mais de 10 milhões por cento em 2024.

Formado em ciências contábeis com MBA pela FGV, Mansur também ocupou cargos em empresas de energia, mineração e petróleo, além de presidir o Conselho do Grupo Azevedo & Travassos e integrar o conselho da SteelCorp. Sua trajetória empresarial mostra uma rápida ascensão, marcada por negócios de alto valor, mas também marcada por controvérsias envolvendo sua participação em esquemas considerados ilegais.

Perspectivas futuras e repercussões

Após as investigações, a Reag vendeu sua plataforma de fundos de investimento para a Arandu e deixou o mercado de capitais, encerrando suas ações na B3. Profissionais do setor avaliam que as ligações do empresário com atividades criminosas podem impactar sua credibilidade e futuro empresarial.

O caso ainda está em desenvolvimento, e o processo judicial pode levar a novas revelações sobre o envolvimento da gestora e de Mansur em esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras, colocando em xeque sua trajetória de sucesso.

Para mais informações, acesse o fonte completa.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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