Pressão de Trump e crise diplomática dificultam diálogo com EUA

A falta de resposta dos Estados Unidos às tentativas de negociação feitas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforça um clima de tensão e pessimismo em Brasília. Segundo fontes do Palácio do Planalto, Washington só aceita dialogar se o ex-presidente Jair Bolsonaro não estiver incluído na pauta, gerando impasse nas relações bilaterais.

Resultado: Petrobras registra lucro de R$ 26,6 bilhões no segundo trimestre

A Petrobras revelou, nesta quarta-feira (7), um lucro de R$ 26,6 bilhões no segundo trimestre de 2025, revertendo prejuízos registrados em 2024. Além disso, a guerra comercial entre Brasil e EUA ganha força, com conversas entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e representantes americanos sobre tarifas e controle de minerais estratégicos, conforme apurado pela O GLOBO.

Na próxima quarta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, agendou uma conversa com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, para tratar da sobretaxa de 50% que entrou em vigor em 6 de agosto. Haddad deve solicitar a ampliação da lista de produtos isentos, embora não haja garantia de sucesso na negociação.

Sanções e forte postura dos EUA contra integrantes do STF

O governo brasileiro acredita que novas sanções podem ser impostas pelos Estados Unidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, seus familiares e outros magistrados. Os sinais foram emitidos após Moraes decretar prisão domiciliar ao ex-presidente Bolsonaro, gerando reações mexicanas e indianas, além de críticas nas redes sociais da Embaixada dos EUA em Brasília, que apontam possíveis futuras sanções.

Washington já bloqueou operações bancárias envolvendo empresas americanas e suspendeu o visto de entrada do ministro. Os sinais de tensão reforçam a avaliação de que o Brasil atravessa uma crise de confiança com os EUA, principalmente diante do desejo de Trump de envolver Bolsonaro em negociações visando as eleições de 2026, com o objetivo de apoiá-lo ou a alguém de orientação similar.

Brasil busca aliados e controla a influência externa

Lula conversou nesta quinta-feira com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e deve manter diálogo próximo com o presidente da China, Xi Jinping. Apesar da solidariedade, representantes brasileiros descartam uma posição conjunta do grupo Brics sobre tarifas de Trump, dada a diversidade de interesses entre os 11 países do bloco.

Entre as prioridades do governo, estão medidas para apoiar setores mais atingidos pelas tarifas de Trump e a ampliação de mercados comerciais, com destaque para os acordos com México e Canadá. Esses países, segundo fontes oficiais, são essenciais para diversificar as exportações brasileiras e reduzir a dependência do mercado americano.

A avaliação no Palácio do Planalto é que os EUA deixaram de ser um parceiro confiável, com estratégias que incluem manter o opositor em um clima de temor e humilhar adversários. Esses interlocutores denunciam que países que fizeram negociações com Washington saíram humilhados, destacando o desejo de Trump de obter resultados que possam valorizar sua imagem antes das próximas eleições presidenciais.

Segundo fontes próximas ao governo, Lula só manterá diálogo com Trump por telefone se a Casa Branca garantir que Bolsonaro não esteja na pauta. A condição é reiterada, considerando o momento delicado das relações diplomáticas e as recentes ações dos EUA contra integrantes do STF e seus aliados.

Para entender melhor as tensões e as estratégias de cada lado, acesse o artigo na fonte original.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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