Polícia investiga espionagem contra plataforma de delivery Keeta em Santos

A polícia investiga um ataque coordenado contra a plataforma de delivery Keeta em Santos, ocorrido poucos dias após o início de suas operações-piloto na cidade, em 30 de outubro. Comunicados oficiais relatam que um grupo de pessoas visitou estabelecimentos fingindo ser representantes da Keeta, tirou fotos e vídeos, além de solicitar acesso aos sistemas internos da empresa.

Furto de informações confidenciais

Segundo o boletim de ocorrência, os suspeitos conseguiram obter dados sensíveis do sistema da Keeta, incluindo métricas, plataformas de gestão, informações financeiras, processos de integração e preferências de consumidores. “Por tal empreitada, os indivíduos efetivamente obtiveram informações confidenciais que não poderiam ter acesso”, afirmou o documento oficial.

Ações dos falsos representantes

De acordo com as denúncias, os invasores solicitaram detalhes estratégicos de operação, como volume de pedidos, métodos de pagamento, remuneração de entregadores, taxas de comissão, além de informações sobre contratos e cardápios. Essas ações levantam preocupações sobre a segurança e integridade do mercado de delivery na região.

Monitoramento do mercado e ações do Cade

Na semana passada, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) anunciou o início de monitoramento do mercado de delivery em várias cidades brasileiras, incluindo Santos, onde ocorreu o incidente contra a Keeta. Segundo o órgão, essa medida visa compreender melhor a dinâmica do setor e prevenir possíveis infrações à ordem econômica.

Em comunicado, o Cade destacou que o acompanhamento não configura uma investigação por infrações, mas que fornece um diagnóstico que pode subsidiar futuras ações. “Ao monitorar de forma contínua, podemos reduzir as assimetrias de informação e atuar de maneira mais ágil”, explicou a instituição.

Contexto de atuação do setor

O Cade revelou que o Brasil é o único país onde um único aplicativo detém 80% do mercado de delivery, conforme afirmou o CEO da Keeta. Essa concentração reforça a necessidade de ações regulatórias e de segurança, em um momento em que há crescente preocupação com espionagem e práticas anticompetitivas no setor.

Perspectivas futuras e a criminalidade

Delegacias e órgãos de fiscalização continuam a investigar o ataque contra a Keeta, que pode configurar crimes como espionagem industrial. O órgão responsável pela segurança reforça que ações criminosas prejudicam a inovação e a competitividade do mercado, apontando a necessidade de medidas de proteção mais rigorosas.

Para saber mais detalhes sobre o andamento das investigações e ações do Cade, acesse o link oficial.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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