Polícia Federal investiga fraudes e transações suspeitas no Banco Master
A Polícia Federal (PF) realiza nesta quinta-feira a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades no Banco Master. A ação inclui buscas e apreensões, com destaque para o dono da instituição, Daniel Vorcaro, que chegou a ser preso na primeira fase, em novembro, mas foi libertado posteriormente.
Fraudes e operações relâmpago no Banco Master
As investigações revelaram suspeitas de criação e negociação de títulos de crédito falsos, além de tentativas de burlar a fiscalização do Banco Central (BC). Entre os crimes apurados estão empréstimos concedidos com rentabilidade de até 10 milhões de por cento, conforme revelou o Globo.
Títulolets de crédito falsificados e desvio de recursos
Investigações indicam que o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) teriam fabricado contratos e títulos de crédito inexistentes para justificar a transferência de R$ 12,2 bilhões do banco estatal de Brasília para a instituição de Vorcaro. Segundo apurou o jornal, o BRB tentou adquirir o banco de Vorcaro, mas a tentativa foi frustrada pelo BC, que posteriormente decretou a liquidação do Master.
Operações suspeitas e transações incomuns
Parte das suspeitas envolvendo o banco foi encaminhada ao Ministério Público pelo BC, incluindo uma sequência de transações rápidas realizadas por fundos de investimento gerenciados pela Reag DTVM, administradora de fundos vinculada à mesma rede de Vorcaro. Uma dessas operações, de 2024, teve rentabilidade de mais de 10 milhões por cento.
Destaca-se o Fundo Brain Cash, que, com apenas 20 dias de existência, recebeu R$ 450 milhões do Master e multiplicou seu patrimônio em cerca de 30 mil vezes. Tal fundo tinha como único investidor uma empresa dirigida por ex-funcionária da Reag.
Risco de lavagem de dinheiro e desvio de recursos
Segundo o BC, empréstimos feitos pelo Master a 36 empresas apresentaram rendimento incerto e foram aplicados em fundos com retorno abaixo do custo da operação. Essas operações chegaram a mais do que o dobro do patrimônio do banco em agosto do ano passado.
Além disso, a investigação envolve a suspeita de lavagem de dinheiro vinculada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), por meio da operação conhecida como Carbono Oculto — que também apura irregularidades no setor de combustível e empresas financeiras vinculadas à organização criminosa.
Reação e posicionamento da defesa de Vorcaro
Em nota oficial, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que ele “tem colaborado integral e continuamente com as autoridades” e que todas as medidas judiciais estão sendo cumpridas de forma transparente. O advogado reforçou que Vorcaro “permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado”, evidenciando seu interesse na rápida resolução do caso.
Perspectivas futuras
A Policia Federal deve continuar as investigações para aprofundar os fatos apurados, com foco na responsabilização dos envolvidos e na restituição dos recursos desviados. A operação reforça a fiscalização do Banco Central e a necessidade de evitar fraudes no sistema financeiro brasileiro.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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