PicPay prepara IPO nos EUA com foco em expansão no mercado de fintechs
A PicPay, fintech fundada em Vitória em 2012 e controlada por investidores ligados à JBS, anunciou a intenção de realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos, conforme comunicado protocolado nesta segunda-feira na Securities and Exchange Commission (SEC). A operação é vista como uma oportunidade de expandir sua presença internacional e atrair novos investidores.
Histórico e crescimento recente da PicPay
Originalmente lançada como uma carteira digital, a empresa se transformou em banco após a implementação do sistema de pagamentos instantâneos Pix pelo Banco Central em 2020. Segundo o documento, o PicPay planeja adotar o nome formal Pics NV após sua estreia na bolsa americana. Nos nove meses encerrados em 30 de setembro, a companhia registrou lucro atribuível aos acionistas de R$ 270,4 milhões, com receita de R$ 7,26 bilhões, crescimento significativo em relação ao mesmo período do ano anterior, quando lucrou R$ 150,8 milhões com uma receita de R$ 3,78 bilhões.
Investimentos e controle acionário
O movimento ocorre após investimentos de peso por parte da família Batista, que controla a J&F Participações e mantém uma participação acionária relevante no PicPay. A expectativa é que a família preserve o controle da fintech mesmo após o IPO, reforçando sua estratégia de fortalecimento da marca no mercado de pagamentos e serviços financeiros.
Planejamento de expansão e contexto do mercado
O lançamento do IPO na Nasdaq ou na NYSE representa uma aposta de cerca de US$ 100 bilhões na expansão internacional da fintech brasileira. A operação ocorre em um momento de baixa atividade no mercado de IPOs na América Latina, após o IPO do Nubank em 2021, que foi um dos maiores daquele ano e impulsionou o setor na região.
Perspectivas e desafios futuros
Especialistas indicam que o movimento da PicPay pode abrir caminho para maior participação de fintechs brasileiras no mercado global, especialmente ao buscar recursos para acelerar seu crescimento. No entanto, desafios relacionados à regulação e à competitividade do setor permanecem, demandando estratégias robustas para consolidar sua posição.
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Com informações do Jornal Diário do Povo
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