Petrolíferas chinesas e russas lideram reservas de petróleo na Venezuela
Analistas do Morgan Stanley revelaram que empresas chinesas e russas possuem algumas das maiores reivindicações sobre o petróleo venezuelano, embora a Petróleos de Venezuela SA (PDVSA) continue sendo responsável por mais de 200 bilhões de barris de petróleo no país. Esses ativos representam uma parcela significativa da capacidade produtiva venezuelana, que enfrenta incertezas devido às tensões internacionais e à instabilidade política
Controle de empresas estrangeiras sobre o petróleo venezuelano
Segundo dados da consultoria Wood Mackenzie, a Sinopec Group, da China, detém cerca de 2,8 bilhões de barris de petróleo na Venezuela, seguida pela russa Roszarubezhneft, com 2,3 bilhões de barris, e a China National Petroleum (CNPC), com 1,6 bilhão. Outras companhias importantes incluem a Chevron, dos Estados Unidos, com 900 milhões de barris, e empresas de menor porte de países como Vietnã, Itália, Espanha e Venezuela.
Analistas do Morgan Stanley destacaram que a questão central é o que acontecerá com a produção venezuelana de petróleo nos próximos meses, afirmando que “ainda é difícil de prever”. No médio prazo, no entanto, eles acreditam que “os riscos para a produção são claramente positivos, ao menos do ponto de vista dos recursos e da capacidade técnica”
Principais detentoras de ativos petrolíferos na Venezuela
- Sinopec Group (China) — 2,8 bilhões de barris
- Roszarubezhneft (Rússia) — 2,3 bilhões
- CNPC (China) — 1,6 bilhão
- Chevron (EUA) — 900 milhões
- PetroVietnam (Vietnã) — 600 milhões
- Eni (Itália) — 500 milhões
- CT Energy Holding (Venezuela) — 300 milhões
- Repsol (Espanha) — 200 milhões
- Suelopetrol (Venezuela) — 100 milhões
Perspectivas para a produção futura
Apesar das tensões atuais, os especialistas indicam que “é bem possível que empresas como Sinopec, Roszarubezhneft e CNPC encontrem o caminho de volta à Venezuela ao longo do tempo, mesmo que no curto prazo possam perder fluxos e ativos”, afirmou uma fonte próxima ao setor. A presença dessas companhias reforça o potencial estratégico do país como fornecedora de petróleo para as economias asiáticas e russas, mesmo diante das instabilidades.
Segundo informações de fontes das próprias empresas, a atuação continuará a depender do desenrolar dos acontecimentos internacionais e das decisões do governo venezuelano. A OPEP+ anunciou que manterá a produção de petróleo estável após o ataque dos EUA à Venezuela, o que reflete uma tentativa de estabilizar o mercado global de energia.
Para mais detalhes sobre as empresas que operam na Venezuela e as chances de retorno das petrolíferas que saíram do país, acesse este artigo.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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