Petrobras paralisa perfuração na Foz do Amazonas após vazamento de fluido
A Petrobras anunciou nesta terça-feira (6) a paralisação da perfuração do poço Morpho, localizado a cerca de 500 km da foz do rio Amazonas, após a ocorrência de vazamento de fluido de perfuração em águas profundas do Amapá. A medida foi tomada após recebimento de um ofício do Ministério Público Federal do Amapá (MPF/AP), que solicitou esclarecimentos sobre o incidente.
Vazamento e medidas adotadas pela Petrobras
A estatal informou que o material perdido é biodegradável e atende aos parâmetros ambientais exigidos pela legislação. Segundo a Petrobras, o vazamento não resultou em danos ao meio ambiente nem colocou em risco a segurança da operação.
Para controlar o problema, a Petrobras iniciou procedimentos para retirar à superfície as duas linhas identificadas com pontos de perda do fluido. As atividades de perfuração estão temporariamente suspensas, com a sonda mantida na mesma posição, garantindo a segurança de toda a operação.
Contexto e características do fluido de perfuração
O fluido de perfuração é fundamental para auxiliar na execução do poço, sendo formulado para se depositar no fundo do mar e se biodegradar ao longo do tempo. De acordo com a Petrobras, o material utilizado neste procedimento se dispõe ao ambiente marinho sem causar impactos adversos, conforme previsto na legislação ambiental brasileira.
Próximos passos e prazos
O Ministério Público Federal determinou que a Petrobras envie as informações detalhadas sobre o vazamento até esta quinta-feira (8). A empresa confirmou que irá atender à solicitação e que suas respostas serão enviadas dentro do prazo legal, reforçando o compromisso com a transparência.
Posição da Petrobras e garantias de segurança
A companhia destacou que, apesar da interrupção temporária, as operações no Amapá permanecem seguras, e não há problemas com a sonda ou com o poço. “Vamos cumprir integralmente a solicitação do MPF e reforçamos que não há risco à segurança ou ao meio ambiente”, afirmou a Petrobras.
O incidente reforça a importância do monitoramento de atividades de alto risco em áreas sensíveis como a Amazônia. A estatal ressalta seu compromisso com a responsabilidade ambiental e a segurança de suas operações na região. A expectativa é de que as atividades sejam retomadas após a conclusão dos procedimentos e abordagens técnicas necessárias.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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