Perfis falsos ligados ao Banco Master e o uso de inteligência artificial nas redes sociais
Antes de o Banco Master ser oficialmente liquidado, uma estratégia invisível de apoio digital foi identificada nas redes sociais. Como revelou a colunista Malu Gaspar, um exército de perfis falsos no Instagram, aparentemente criados com inteligência artificial, apoiava a instituição. Essa tática foi notada ainda em outubro de 2024, quando a repórter Consuelo Dieguez publicou uma longa reportagem na revista Piauí sobre as relações políticas de Daniel Vorcaro, proprietário do banco.
Perfis falsos e críticas coordenadas nas redes sociais
Após a publicação, diversos perfis no Instagram — todos com características semelhantes — passaram a criticar o conteúdo. Essas contas, que exibiam centenas de seguidores, possuíam imagens praticamente sem comentários e textos que remetiam a cenários estrangeiros, apesar das descrições afirmarem que seus proprietários eram residentes de cidades do interior paulista ou Brasília. Um exemplo é o perfil de Maysa Salomao, cuja biografia afirmava ser uma mãe de Itaí, mas suas fotos de cenário europeu e baixa interação indicavam uma conta artificial.
Outro perfil, de uma usuária chamada Dominga Lauande, também apresentou sinais evidentes de falsidade. Com apenas oito fotos de 2022, todas na mesma data e com conteúdo improvável, o perfil foi criado para gerar críticas à reportagem e ao tema do banco.
Manipulação coordenada e apagamento de conteúdos
O uso desses perfis parece ter sido parte de uma campanha coordenada de desinformação, com ataques massivos a publicações que criticavam a relação do Banco Master com políticos e negócios controversos. Ainda assim, poucos horas após a enxurrada de comentários, todos os perfis envolvidos sumiram misteriosamente, reforçando a sensação de uma montagem organizada artificialmente.
Implicações e contexto da movimentação digital
Estes fatos evidenciam uma tendência crescente no uso de inteligência artificial para criar contas falsas, capazes de influenciar debates públicos e manipular opiniões no ambiente digital. Segundo especialistas, estratégias semelhantes têm sido utilizadas para atacar jornalistas e controlar narrativas no cenário político e econômico brasileiro.
Para maiores detalhes, acesse o link da reportagem e acompanhe os desdobramentos desse caso de manipulação digital.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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