PDVSA pede redução na produção de petróleo diante de paralisações nas exportações
A estatal venezuelana PDVSA pediu às suas parceiras internacionais que reduzam a produção de petróleo devido à paralisação das exportações do país, conforme apuraram fontes próximas ao assunto. A decisão ocorre em meio ao colapso na cadeia de exportação venezuelana, agravado pelas sanções impostas pelos Estados Unidos que bloquearam navios-tanque e apreenderam carregamentos de petróleo, intensificando a crise no setor petrolífero nacional.
Impacto das sanções e crise na cadeia de exportação
Desde dezembro, as forças americanas realizaram ações de bloqueio, impedindo a passagem de navios-tanque e apreendendo dois carregamentos de petróleo, o que aprofundou a crise na Venezuela. Mesmo remessas feitas pela companhia americana Chevron, inicialmente fora do bloqueio, foram suspensas na última quinta-feira, agravando ainda mais a situação.
O ex-presidente Donald Trump afirmou, ao anunciar a detenção do presidente Nicolás Maduro, que havia um “embargo de petróleo” contra a Venezuela, reforçando o isolamento do país no mercado internacional. Segundo informações da Reuters, a PDVSA já havia encerrado operações em alguns poços e campos de petróleo no final de 2026, acumulando estoques elevados devido à impossibilidade de exportação.
Solicitação de cortes de produção e preparação para reconexão
De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, a PDVSA solicitou às suas parceiras Sinovensa, da chinesa CNPC, Petropiar e Petroboscan, da Chevron, além da Petromonagas, que reduzissem a produção de petróleo. A Petromonagas, que anteriormente operava em parceria com a estatal russa Roszarubezhneft, atualmente é gerida pela venezuelana.
Nesta semana, a Sinovensa estaria preparando a desconexão de até dez conjuntos de poços de petróleo em resposta às orientações da estatal venezuelana. Segundo uma pessoa próxima às operações, a reconexão desses poços pode ser feita rapidamente quando necessário, indicando uma eventual reversão futura da decisão.
Consequências no mercado e impactos internos
O cenário de produção mais baixa já vem causando queda nos preços do petróleo venezuelano, com possíveis efeitos na cadeia de refino e no abastecimento de combustíveis no país. Especialistas alertam que a paralisação pode gerar aumentos de custos em outras operações e afetar o mercado brasileiro, especialmente após ataques recentes ao setor na região.
A expectativa é que as operações de desconexão de poços possam ser revertidas com agilidade, permitindo uma rápida retomada da produção assim que as condições internacionais sejam restabelecidas. No momento, tanto a PDVSA quanto a CNPC não responderam aos contatos da Reuters, enquanto a Chevron afirmou que mantém operações dentro do previsto regulamentar.
Perspectivas para a cadeia do petróleo na Venezuela
Especialistas destacam que a crise atual na Venezuela pode levar a um impacto duradouro na produção do país, afetando o mercado mundial de petróleo e elevando risco de instabilidade na cadeia produtiva. A possível retomada das operações dependerá de mudanças políticas e diplomáticas no cenário internacional, além do alinhamento das sanções econômicas.
Para mais detalhes sobre o assunto, acesse a fonte original.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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