Novas regras do IRPF em 2026: quem é isento e quem paga imposto

Desde o início de 2026, as mudanças nas regras do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) estão em vigor, com foco na ampliação da faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês. Ainda assim, dúvidas persistem sobre como a nova sistemática será aplicada na prática, especialmente para quem tem múltiplas fontes de renda ou combina aposentadoria e trabalho.

Se tenho dois salários de R$ 4 mil, sou isento de IR?

Segundo Hermano Barbosa, especialista em direito tributário do BMA Advogados, a soma de todas as fontes de renda é que determina a obrigatoriedade de declaração e pagamento do imposto. Caso a soma dos rendimentos seja inferior a R$ 5 mil mensais, o contribuinte está isento. Porém, se essa soma ultrapassar esse limite, haverá necessidade de declarar e pagar o IR.

Quem recebe até R$ 7.350 por mês, mesmo que some diferentes fontes, pode contar com um alívio parcial na tributação, enquanto valores acima disso não terão benefícios adicionais.

E quem tem aposentadoria e trabalho continuado?

Quem se aposentou em 2025 e mantém uma rotina de trabalho também precisa ficar atento. Se a soma do salário e aposentadoria ultrapassar R$ 5 mil mensais, a declaração será obrigatória em 2027. Com o aumento do salário mínimo em 2026 para R$ 1.621, esse limite de renda mensal pode ser ultrapassado facilmente, gerando a obrigatoriedade de declarar o IR.

Serei tributado se receber pensão abaixo de R$ 5 mil?

Assim como na aposentadoria, quem recebe pensão deve incluir esses rendimentos na soma total. Mesmo que cada fonte seja baixa, a soma pode ultrapassar o limite de isenção, obrigando o contribuinte a declarar e pagar o imposto devido.

Se ganhar mais de R$ 5 mil após mudança de emprego, preciso declarar?

Sim. Caso a mudança na renda aconteça ao longo do ano e a soma dos rendimentos seja superior a R$ 60 mil ao ano, a declaração de IR será obrigatória. É importante considerar os valores recebidos em cada período para evitar problemas com a Receita Federal.

Como fica a tributação para quem ganha acima de R$ 5 mil?

Para quem recebe mais de R$ 5 mil por mês, as regras de tributação continuam as mesmas de antes, com tabelas progressivas e alíquotas que variam de 7,5% a 27,5%. O diferencial agora é a garantia de isenção automática para quem ganha até R$ 5 mil, e um alívio parcial para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

Quem ganha mais de R$ 7.350, seguirá sendo tributado normalmente, conforme a tabela vigente, com faixas de isenção e alíquotas progressivas. Para altas rendas, uma taxa mínima de até 10% é aplicada a partir de R$ 600 mil ao ano, de acordo com nova tabela de alíquotas mínimas por faixas de renda.

Impactos e cuidados para o contribuinte

Especialistas recomendam atenção na análise de rendimentos ao longo do ano, pois, mesmo com a isenção ampliada, a soma de diversos rendimentos poderá gerar obrigatoriedade de declaração e pagamento de IR. Além disso, é fundamental planejar as finanças para evitar surpresas na hora de prestação de contas à Receita Federal.

Para mais detalhes sobre a nova regra do IRPF, acesse a fonte oficial do Globo.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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