Mudanças no IR 2026: quem ganha até R$ 5 mil fica isento
As alterações no Imposto de Renda (IR) para 2026 entram em vigor em janeiro próximo, impactando diferentes classes sociais. Pessoas que ganham até R$ 5 mil ao mês ficarão isentas do IRPF, enquanto quem recebe até R$ 7.350 terá uma redução na cobrança. Já os contribuintes de alta renda terão aumento na tributação, com alíquota mínima de 10% para quem ganha a partir de R$ 600 mil anuais.
Quem ganha até R$ 5 mil ao mês
Trabalhadores com carteira assinada e salário de até R$ 5 mil permanecem na faixa de isenção, que antes era até R$ 3.036. Essa mudança beneficiará aproximadamente 141 mil contribuintes, que pagarão menos IR do que até 2025. “Essa atualização traz uma alívio para a classe média trabalhadora”, comenta Ana Alves, especialista em tributação.
Impacto na classe média alta
Para quem recebe de R$ 5 mil a R$ 7.350 mensais, há uma tabela específica com alíquotas progressivas que elevam gradualmente, com uma dedução automática para evitar pagar mais que o limite de isenção. Assim, esses contribuintes pagarão menos IR do que pagavam até 2025, beneficiando quem tem salários perto do teto anterior.
Alta renda: quem ganha mais de R$ 600 mil por ano
Nessa categoria, a tributação será mais elevada. A alíquota mínima de 10% se aplica a quem recebe acima de R$ 600 mil anuais, com uma tabela progressiva que aumenta até 27,5% para os mais ricos. A Receita Federal estima que esse grupo, formado por cerca de 200 mil pessoas, contribuirá mais para compensar as isenções concedidas às camadas baixas e médias.
Profissionais liberais e empresários
Pessoas que atuam como profissionais liberais e têm rendimento superior a R$ 50 mil por mês, incluindo quem recebe por PJ e calcula sua tributação considerando dividendos, irão pagar a alíquota mínima de 2,5% a partir de uma renda anual de R$ 660 mil. Quem recebe mais de R$ 50 mil em dividendos ao mês pagará uma alíquota de 10% na fonte, podendo restituir esse valor na declaração.
Profissionais com renda combinada de carteira e empresa
Para esses contribuintes que ganham mais de R$ 50 mil por mês, a soma de todos os rendimentos, como salários e lucros de empresas, será considerada. Caso o total ultrapasse R$ 600 mil anuais, a nova tabela de tributação será aplicada, com aumento da alíquota para quem tinha uma carga menor.
Perspectivas para os diferentes grupos
De acordo com cálculos do Centro de Pesquisa em Macroeconomia (Made) da USP, cerca de 10 milhões de pessoas poderão sair beneficiadas com a nova regra de isenção e descontos. Já o grupo de 0,1% dos mais ricos, que recebe acima de R$ 392 mil por mês, terá aumento na tributação, passando a pagar uma alíquota mínima de 10% ou mais.
Para o restante da população, especialmente a classe média, a mudança deve representar uma redução na incidência do IR, reforçando o objetivo de diminuir desigualdades na tributação brasileira.
Para entender como as novas regras afetarão seu bolso, consulte a reportagem completa e utilize a calculadora de impacto.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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