Mudanças na aposentadoria para 2026: o que esperar
O ano de 2026 traz novas regras e ajustes nas condições de aposentadoria no Brasil, impactando quem já contribui ou planeja se aposentar nos próximos anos. Uma das principais mudanças é o reajuste de 3,90% no teto dos benefícios do INSS, que passa de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55, acompanhando a inflação e o reajuste dos salários mínimos.
Atualizações nos valores e regras do INSS em 2026
Este ano, os segurados que recebem acima do salário mínimo terão seus benefícios reajustados em 3,90%. Além disso, as regras de aposentadoria continuam mais restritivas devido à reforma aprovada em novembro de 2019, que trouxe critérios cada vez mais rígidos para acesso ao benefício.
Para auxiliar quem está próximo de se aposentar, o INSS disponibiliza um simulador de aposentadoria, acessível pelo site e pelo aplicativo Meu INSS. O recurso calcula o tempo de contribuição e estima o valor do benefício, baseando-se nas novas regras, embora seus resultados sejam apenas para consulta e não garantam o direito ao benefício.
Requisitos para aposentadoria em 2026
Regra geral
Para se aposentar, mulheres precisam ter pelo menos 62 anos de idade e 15 anos de contribuição, enquanto os homens devem ter 65 anos e 20 de contribuição. Essas exigências aumentaram progressivamente desde a aprovação da reforma.
Regras de transição para quem contribuía antes de 2019
Quem já contribuía ao INSS antes da reforma, em novembro de 2019, pode seguir regras de transição que variam ao longo dos anos. Para 2026, as principais mudanças incluem: aumentar a idade mínima de aposentadoria, que passa a ser de 59 anos e seis meses para mulheres, e de 64 anos e seis meses para homens.
O tempo mínimo de contribuição também sofreu alterações — continua sendo de 30 anos para mulheres e 35 anos para homens — assim como a regra dos pontos, que exigirá uma pontuação de 93 para mulheres e 103 para homens até 2026.
Regras de transição específicas
Tempo de contribuição + idade mínima
Nesta modalidade, a idade mínima aumenta em seis meses ao ano. Cada trabalhador deve cumprir um mínimo de 30 anos de contribuição para mulheres e 35 anos para homens.
Por idade
Essa regra exige idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, com pelo mínimo de 15 anos de contribuição.
Pedágio de 50%
Indicada para quem estava próximo de se aposentar em 2019, essa regra exige o pagamento de um “pedágio” correspondente a 50% do tempo de contribuição restante. Por exemplo, uma pessoa com 33 anos contribuídos e mais dois anos para completar o tempo, precisaria trabalhar mais um ano.
Pedágio de 100%
Essa modalidade exige o cumprimento integral do tempo de contribuição pendente. Apesar de exigir mais tempo de trabalho, o benefício geralmente é maior devido ao cálculo mais favorável.
Regra dos pontos
Somando idade e tempo de contribuição, a pontuação mínima requerida chegará a 93 pontos para mulheres e 103 para homens em 2026. O pedido de aposentadoria é feito pelo aplicativo do INSS, após o cumprimento dos requisitos.
Impactos futuros e considerações
As mudanças de 2026 reforçam o caráter progressivo da reforma, que pretende tornar as regras mais rigorosas ao longo do tempo. O avanço na idade mínima e a exigência de maior tempo de contribuição dificultam o acesso ao benefício, incentivando a permanência no mercado de trabalho por mais tempo.
Para quem está próximo de completar os requisitos, é fundamental fazer simulações e planejar o momento ideal para solicitar a aposentadoria, considerando as regras de transição. Em dúvidas ou casos específicos, a recomendação é consultar um advogado especializado em direito previdenciário.
Segundo especialistas, as alterações visam garantir a sustentabilidade do sistema previdenciário brasileiro a longo prazo, mas também trazem desafios para os trabalhadores que planejam se aposentar nos anos seguintes.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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