MP denuncia dirigente português por imigração ilegal de jogadores brasileiros
O Ministério Público de Portugal acusou Vítor Silva, chamado de Catão, de auxiliar na imigração ilegal e na captação de mão de obra irregular na contratação de jogadores brasileiros entre 2018 e 2019. Silva, então dirigente da Associação Desportiva São Pedro da Cova, enfrenta 11 crimes relacionados ao esquema.
Esquema de recrutamento e condições precárias
Segundo o MP, o esquema consistia em recrutar jogadores brasileiros que eram pagos mensalmente entre € 150 (aproximadamente R$ 1 mil) e € 300 (R$ 1,8 mil). Os atletas eram alojados em beliches sob as arquibancadas de um estádio em Gondomar, no norte do país, em condições precárias. “Pernoitavam nas instalações do estádio, numa sala com seis beliches e 12 camas”, revelou o MP ao “Jornal de Notícias”.
Jogadores iludidos e promessas não cumpridas
De acordo com a denúncia, os brasileiros concordaram em jogar em clubes de divisões regionais de Portugal por baixos salários, na esperança de serem notados por empresários e impulsionarem suas carreiras. Cerca de 11 jogadores chegaram ao país com cartas ou convites do clube, que apresentava testes como justificativa para a imigração. Contudo, o clube, que atualmente está fora de atividade, prometeu regularizar a situação dos atletas, promessa que nunca foi cumprida.
Coautoria e objetivo do esquema
Além de Silva, o técnico Armando Santos também é acusado de coautoria. O MP aponta que a intenção do clube era montar uma equipe com estrangeiros, gastando o mínimo possível, e que os jogadores atuaram como imigrantes em situação irregular em divisões inferiores do futebol português.
Consequências e próximas etapas
O caso será levado à Justiça, que deverá julgar Silva pelo esquema, que também inclui a contratação irregular de mão de obra e tentativa de driblar os controles migratórios. A denúncia revela uma rede que se aproveitava da vulnerabilidade de jovens brasileiros, que acreditavam ter chances na carreira futebolística, mas acabaram em situação ilegal.
Segundo especialistas, o episódio reflete a necessidade de maior rigor na fiscalização da imigração e na contratação de jogadores estrangeiros, sobretudo na esfera amadora e em divisões inferiores do futebol.
Mais detalhes sobre o caso podem ser conferidos no documento oficial do MP.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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