Motiva vende seus 20 aeroportos por R$ 11,5 bilhões para a mexicana Asur
A Motiva, antiga CCR, anunciou na noite desta terça-feira a venda total de sua plataforma de aeroportos, a Motiva Aeroportos, por R$ 11,5 bilhões. A compra foi feita pela empresa mexicana Asur, que atua em aeroportos no sudeste do México, Porto Rico e Colômbia. A transação compreende 20 terminais, incluindo aeroportos brasileiros em Confins, Curitiba e Goiânia.
Venda esperada e detalhes do negócio
A movimentação já era aguardada pelo mercado. Em março, a CCR contratou assessores financeiros para buscar compradores, conforme reportado pelo GLOBO em maio, a estratégia era vender todos os aeroportos de uma só vez. A conclusão depende da aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e dos credores, com previsão de finalização em 2026.
Impacto e potencial de crescimento
Com o negócio, a Asur passa a administrar alguns dos principais aeroportos do Brasil. A empresa, negociada na Bolsa de Nova York, transportou 71,3 milhões de passageiros em 2024, um aumento de 1,1% em relação ao ano anterior. Sua receita no terceiro trimestre foi de aproximadamente R$ 2,54 bilhões, alta de 17,1% na mesma comparação.
Já a Motiva Aeroportos, que atualmente opera 17 aeroportos brasileiros, além de outros na Costa Rica, Curaçao e Equador, atende cerca de 45 milhões de passageiros ao ano e registrou receita líquida de R$ 2,96 bilhões no período de 12 meses até o terceiro tri.
Condições do negócio
Do valor total, R$ 5 bilhões serão pagos pela Asur, enquanto R$ 6,5 bilhões correspondem à dívida líquida das concessionárias, que ficará sob responsabilidade da nova proprietária. A compra ainda passará pela análise da Anac e dos credores, e a expectativa é que a operação seja concluída em 2026.
Novo foco e perspectivas futuras
Com a venda, a Motiva passará a atuar no segmento de rodovias e mobilidade urbana. O grupo manterá concessões como a RioSP, que opera a Via Dutra e a Rio-Santos, além do VLT Carioca e linhas de metrô de São Paulo e Salvador.
Waldo Edwin Perez Leskovar, vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da Motiva, afirmou que os recursos provenientes da venda poderão ser utilizados para reduzir a dívida da companhia e investir em novas concessões. Temos várias oportunidades em vista, incluindo leilões e reequilíbrios de concessões em andamento
, destacou.
O executivo ressaltou que, independentemente da estratégia de crescimento, a política de distribuição de dividendos será mantida, e as decisões de novos investimentos seguirão critérios rigorosos de alocação de capital. O presidente da Motiva, Miguel Setas, reforçou a estratégia de simplificação das operações, com possibilidades de vendas isoladas de concessões e busca por sócio minoritário para a Motiva Trilhos.
Para mais detalhes, acesse a matéria completa.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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