Morre Luiz D’Artagnan de Almeida, o pai do feijão Carioquinha
O pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, considerado o “pai” do feijão Carioquinha, morreu na última sexta-feira (2), em Campinas, aos 78 anos, conforme informou o Instituto Agrônomo (IAC) de São Paulo. Sua contribuição foi fundamental para o desenvolvimento da variedade mais popular do país, responsável por 66% do consumo nacional de feijão.
Legado na pesquisa e no desenvolvimento do feijão carioca
Junto aos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho, D’Artagnan realizou as primeiras avaliações agronômicas e culinárias do feijão Carioca. A variedade foi apresentada ao público em 1966 pelo engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes e, sob a responsabilidade de D’Artagnan, foi oficialmente lançada em 1969. A sua atuação rendeu-lhe o apelido de “pai do Carioquinha”.
Origem e significado do nome “Carioca”
O nome da variedade surgiu há quase 50 anos, em uma fazenda no interior de São Paulo, devido à semelhança do grão com uma raça de porco criada na região, conhecida como “Carioca”. A característica marrom-rajada do feijão foi associada à coloração dessa raça, que tem pelagem marrom clara com manchas escuras. Desde sua criação, já foram desenvolvidas 42 variações do mesmo tipo, segundo o IAC.
Impacto cultural e agropecuário
O feijão carioca conquistou o Brasil por sua cor e sabor, tornando-se símbolo de orgulho culinário nacional. “O Carioquinha é parte da identidade do brasileiro, presente em nossas mesas há décadas”, afirmou o dono de uma fazenda de sementes no interior de São Paulo. Sua produção e pesquisa continuam sendo essenciais para o setor agrícola, que enfrenta desafios relacionados à produção de alimentos e à preservação de espécies tradicionais.
Legado e reconhecimento
Luiz D’Artagnan era reconhecido por sua dedicação e inovação no campo da agronomia. Sua morte representa uma perda significativa para o setor de pesquisa agrícola brasileira. O instituto destacou que seus estudos e esforços contribuíram para o fortalecimento da agricultura familiar e para o aprimoramento de variedades que sustentam a dieta nacional.
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Com informações do Jornal Diário do Povo
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