Modi incentiva produção e consumo locais diante de tensões comerciais dos EUA
Durante um comício no estado de Uttar Pradesh, na Índia, o primeiro-ministro Narendra Modi não mencionou diretamente as tarifas dos Estados Unidos, mas reforçou a necessidade de fortalecer o consumo e a produção internas, em um contexto de tensões comerciais internacionais.
Apelo ao “Make in India” em meio a instabilidade global
Modi destacou a importância de proteger os interesses econômicos da Índia em tempos de incerteza global, ressaltando que “a economia mundial está passando por muitas apreensões, há um clima de instabilidade”. Ele afirmou que as compras no país devem priorizar produtos feitos com o esforço dos indianos, reforçando sua política de incentivo à indústria nacional.
“Agora, o que quer que compremos, deve haver apenas um critério: compraremos aquilo que foi feito com o suor de um indiano”, declarou Modi, reforçando o sentimento de patriotismo econômico. Essa mensagem reitera a iniciativa “Make in India” (Fabricado na Índia), que busca promover a produção local e gerar empregos.
Críticas dos EUA e preocupações com tarifas
Recentemente, o presidente dos Estados Unidos acusou a Índia de manter tarifas excessivamente altas em relação a países asiáticos, além de alertar para possíveis penalidades. Segundo o mandatário norte-americano, as tarifas brasileiras têm impacto direto nas negociações comerciais bilaterais, especialmente devido aos acordos contínuos da Índia com a Rússia nas áreas de energia e defesa.
Apesar das críticas, Modi enfatizou a necessidade de a Índia manter vigilância sobre seus interesses econômicos, sobretudo quando outros países parecem focados apenas em suas próprias prioridades. “Os interesses de nossos agricultores, de nossas pequenas indústrias e o emprego de nossa juventude são de importância máxima”, afirmou, ressaltando o foco na proteção do mercado interno.
Resiliência diante das tensões internacionais
O discurso do premier reforça a estratégia do governo indiano de estimular a produção local e reduzir a dependência de mercados externos, especialmente em um cenário de incerteza global que impacta a economia mundial. Essa postura também busca fortalecer a autossuficiência do país, promovendo a economia doméstica frente a ameaças externas.
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Com informações do Jornal Diário do Povo
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