Ministro da Agricultura minimiza impacto da tarifa chinesa sobre carne bovina

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou nesta quarta-feira (31) que a tarifa adicional de 55% que a China aplicará sobre as importações de carne bovina que excederem as cotas de países como Brasil, Austrália e Estados Unidos, não representa uma ameaça significativa para o setor brasileiro. A declaração foi feita em entrevista à TV Globo.

Brasil preparado para possíveis efeitos da tarifa chinesa

Fávaro destacou que o Brasil tem trabalhado, nos últimos anos, na ampliação de mercados internacionais para a carne bovina. “Neste governo do presidente Lula, abrimos 20 mercados ao redor do mundo e fizemos ampliações em outros existentes”, afirmou. Segundo ele, o país está relativamente preparado para lidar com mudanças nas regras comerciais globais.

No primeiro semestre de 2025, por exemplo, o presidente Lula viajou à Ásia para negociar a reabertura do mercado do Vietnã, que esteve fechado por quase uma década. “Estamos buscando diversificar as possibilidades de exportação para reduzir o impacto de eventuais barreiras comerciais”, completou Fávaro.

Medida chinesa visa proteger a produção local, afirma Fávaro

O ministro ressaltou que a China já vinha há mais de um ano preparando uma “salvaguarda” para a carne bovina, com o objetivo de proteger sua indústria doméstica. “Essas tarifas não têm caráter discriminatório, mas sim de proteção à produção interna, e são aplicadas a diversos países”, explicou.

Segundo Fávaro, a decisão chinesa não deve gerar grande impacto na comercialização brasileira, pois o país já possui estratégias para enfrentar o cenário de maior tarifação. “Estamos atentos às mudanças e trabalhando na diversificação de mercados para manter o crescimento das exportações”, afirmou. Fonte: G1 Economia

Perspectivas para o setor e próximos passos

Analistas do setor de agronegócios avaliam que a diversificação de mercados é uma estratégia importante para reduzir vulnerabilidades frente a imposições comerciais de grandes compradores, como a China. Ainda assim, permanecem atentos às possíveis repercussões de tarifas adicionais no comércio internacional de carne bovina brasileira.

O Ministério da Agricultura segue monitorando a situação e pretende intensificar ações voltadas à abertura de novos mercados e fortalecimento das relações comerciais com outros países, visando minimizar eventuais impactos econômicos decorrentes de medidas protecionistas.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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