México volta a impor tarifas sobre alimentos básicos em 2024

O governo mexicano anunciou nesta semana a retomada da aplicação de tarifas sobre diversos alimentos básicos, como carne bovina, suína, leite, arroz, feijão, óleos vegetais e embutidos. A medida entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2024 e faz parte do plano “México Forte”, liderado pela presidente Claudia Sheinbaum, que busca promover a produção local e diminuir a dependência de importações.

Medidas contra a inflação e a proteção do mercado nacional

A decisão foi tomada após uma análise das pressões inflacionárias recentes e do crescimento das importações de países com os quais o México não mantém acordos de livre-comércio. Segundo o decreto publicado no Diário Oficial, as alíquotas — cujo percentual não foi divulgado — também se estenderão a produtos como arroz em casca, feijão, óleos vegetais e embutidos, que estavam isentos desde 2022.

Ajustes na política comercial mexicana

De acordo com especialistas, essa mudança reflete um afastamento das políticas de livre comércio adotadas pelo México ao longo das últimas décadas. A medida visa fortalecer a indústria nacional frente às pressões externas, especialmente com a implementação de tarifas de 55% sobre carne bovina importada do Brasil, anunciada recentemente pela China, um dos principais mercados de exportação do país.

Contexto internacional e impactos econômicos

O México também se prepara para aplicar tarifas variando entre 5% e 50% sobre mais de 1.400 categorias de produtos oriundos de países asiáticos sem acordo comercial com o país. A iniciativa acompanha esforços dos Estados Unidos, que tentam reforçar barreiras comerciais contra produtos chineses e demais importados considerados de competição no mercado interno.

Perspectivas futuras

Apesar de promover proteção à indústria local, o retorno das tarifas gera preocupações sobre o aumento dos preços ao consumidor e possíveis retaliações comerciais. Para muitos analistas, a política reflete uma estratégia de curto prazo para conter a inflação, mas pode impactar a relação comercial do México com parceiros internacionais.

Segundo dados do Ministério da Economia do México, esses mecanismos tarifários visam equilibrar o mercado, que tem enfrentado altas nos preços de alimentos essenciais devido à inflação global e ao aumento das importações de países sem acordos comerciais específicos.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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