Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial em 17 de janeiro
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia será assinado em 17 de janeiro, em Assunção, no Paraguai, que ocupa a presidência rotativa do bloco sul-americano. A confirmação foi feita pelo ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez, nesta sexta-feira (9), após consultas aos demais países do Mercosul e à União Europeia.
Decisão ocorre após aprovação do Conselho da União Europeia
O Conselho da União Europeia, composto pelos 27 países-membros, aprovou nesta sexta-feira o tratado por maioria qualificada, com pelo menos 55% dos países representando 65% da população da UE. Segundo Ramírez, o acordo ainda precisa passar pelo processo de ratificação nos congressos dos países do Mercosul para entrar em vigor.
Desafios e etapas seguintes
Apesar da assinatura, o tratado só será efetivado após a aprovação do Parlamento Europeu, que deve emitir a decisão em cerca de algumas semanas, até abril. Contudo, há resistência na instituição europeia: aproximadamente 150 eurodeputados ameaçam recorrer ao Tribunal de Justiça da União Europeia, questionando a compatibilidade jurídica do pacto. Caso essa ação seja ajuizada, o processo pode sofrer atrasos que variam de meses a anos, segundo análises políticas.
Pendência de adesão de Venezuela e etapas de ratificação
O Mercosul, atualmente formado por Paraguai, Brasil, Argentina, Uruguai e Bolívia — que ainda está finalizando seu processo de adesão —, precisa de ratificação dos respectivos parlamentos para o acordo entrar em vigor. A Venezuela está suspensa do bloco por violações ao Protocolo de Ushuaia, que regula a participação dos membros.
Implicações do acordo comercial
O tratado representa uma das maiores ações de liberalização comercial do bloco sul-americano com a Europa, podendo ampliar as trocas econômicas e investimentos bilaterais. Especialistas avaliam que a assinatura pode impulsionar relações comerciais e gerar novas oportunidades para setores exportadores.
Para mais detalhes, a fonte completa da notícia está disponível no site de economia da IG.

Com informações do Jornal Diário do Povo
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