Mercado brasileiro de e-commerce lidera com plataformas estrangeiras
As plataformas estrangeiras de e-commerce estão conquistando cada vez mais espaço no mercado brasileiro, consolidando uma fase competitiva marcada pela aceleração da penetração de players internacionais no país. Segundo análise do BTG Pactual, o Mercado Livre deve atingir 47% da participação no GMV (valor bruto de mercadoria) em 2025, excluindo os operadores cross-border como Shopee, Shein, Temu e TikTok Shop.
Liderança e participação de plataformas estrangeiras
Quando consideradas todas as plataformas, incluindo as cross-border, o Mercado Livre mantém a liderança com 39% de participação, enquanto Shopee chega a 14%, segundo os analistas do BTG. “O setor entrou em uma fase competitiva decisiva, marcada pela aceleração da penetração de plataformas estrangeiras”, afirmaram os especialistas, que destacaram ainda a contínua influência de modelos de negócios fortemente subsidiados devido às assimetrias tarifárias, embora a “taxa das blusinhas” tenha sido reduzida.
A evolução do cenário e projeções de crescimento
Os analistas utilizaram dados da plataforma Neotrust para estimar que, em seu cenário-base, as vendas do comércio eletrônico brasileiro devem crescer entre 14% e 15% nos próximos 12 a 18 meses, atingindo cerca de R$ 436 bilhões em 2026. A expectativa reforça o cenário de disputa acirradamente entre plataformas nacionais e estrangeiras, em um mercado que se mostra cada vez mais competitivo e acessado por consumidores em busca de diversidade e preços vantajosos.
Impactos na competição e no mercado
O relatório aponta que as diferenças tarifárias iniciais favoreceram as plataformas estrangeiras, mas essas vantagens têm sido gradualmente atenuadas. “Para o consumidor, a competitividade deve se manter elevada, pressionando as plataformas locais a inovarem e reduzir preços”, comentam os analistas do BTG. A disputa acirrada também pode impulsionar mudanças regulatórias e estratégias de negócios voltadas à fidelização do cliente nacional.
O cenário sugere uma transformação contínua no setor de e-commerce, com uma competição mais equilibrada e oportunidades de crescimento para ambos os lados, diante do avanço das plataformas internacionais e do fortalecimento do mercado brasileiro. Para mais detalhes, acesse o relatório completo.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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