Master, TCU e Banco Central chegam a acordo sobre procedimento

Uma reunião entre o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ajudou a acalmar as tensões em torno de possíveis ataques à autoridade monetária. O encontro, realizado nesta semana, reforçou o entendimento de ambos os lados sobre o procedimento técnico relacionado ao caso do banco Master.

Reforço na segurança de dados e decisão sobre inspeção

Durante a reunião, o Banco Central reafirmou a preocupação com o sigilo de suas informações, especialmente sobre as tratativas envolvendo o banco Master e o Banco de Brasília (BRB). Ficou decidido que, nos próximos dias, técnicos do TCU realizarão uma diligência relacionada ao caso do banco de Daniel Vorcaro.

Segundo apurou o blog, o BC anunciou a retirada do recurso que solicitava uma inspeção formal pelo colegiado do TCU, procedimento que, inicialmente, poderia chegar ao plenário da corte de contas.

Equilíbrio nas posições e desafio à fala pública

Participaram da reunião mais de 20 pessoas, incluindo dirigentes do Banco Central, técnicos e os ministros do TCU Vital do Rêgo e Jhonatan de Jesus, relator do caso Master na corte. Após o encontro, Vital do Rêgo afirmou que o procedimento não deveria ser chamado de “inspeção”, mas “diligência”, indicando um procedimento menos pesado do que o inicialmente previsto pelo relator.

Na ocasião, Vital enfatizou o papel do TCU em fiscalizar o Banco Central, mas o encontro concluiu que qualquer medida mais severa de fiscalização para o processo de liquidação do banco Master seria descartada, sinalizando uma tentativa de desacelerar as ações agressivas contra a autoridade monetária.

Consequências do acordo e impacto na polêmica

De fato, o consenso alcançado na reunião eliminou a possibilidade de que um procedimento mais rigoroso, como uma inspeção, fosse levado ao plenário do TCU. Essa movimentação foi vista como uma “cortina de fumaça”, uma demonstração de entendimento entre as partes para evitar maiores confrontos.

O episódio ocorreu no contexto de uma crise de confiança envolvendo o Banco Central, que contou com o apoio de mais de 1.500 instituições financeiras em defesa da autarquia, reforçando o contexto de disputa institucional e política em torno do controle da política monetária e fiscalização bancária.

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Com informações do Jornal Diário do Povo

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