Lula se reúne com Ursula von der Leyen no Rio em preparo para assinatura do acordo UE-Mercosul

O presidente Lula realizou uma reunião nesta sexta-feira (16) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, às 13h40, no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro. Após o encontro, às 14h, ocorreu um almoço em homenagem à líder europeia.

Intenção de reforçar a imagem de sucesso na negociação UE-Mercosul

O encontro ocorre em meio ao avanço nas negociações do acordo entre União Europeia e Mercosul, que deverá ser assinado neste sábado em Assunção, Paraguai. Lula, no entanto, não deve comparecer ao evento de assinatura, preferindo usar a oportunidade para divulgar o progresso nas tratativas com os parceiros europeus. Segundo fontes, a estratégia é garantir a chamada “foto da vitória” ao lado de líderes europeus, reforçando a importância do acordo.

Negociações históricas e desafios recentes

O tratado envolvendo UE e Mercosul foi negociado por mais de duas décadas e passou por diversos obstáculos antes de avançar na gestão Lula. A assinatura chegou a ser prevista para dezembro passado, mas foi adiada após a Itália solicitar mais tempo para análise, manifestando contrariedade ao texto aprovado pelo Conselho Europeu. Apesar do deslocamento da assinatura, o governo brasileiro busca consolidar o entendimento e fortalecer sua posição na negociação.

Desinteresse europeu na assinatura

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, confirmou que não participará do evento em Assunção devido a um atraso de voo que o impediu de chegar a tempo, conforme< a href="https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/01/16/presidente-do-conselho-europeu-nao-ira-a-reuniao-com-lula-por-atraso-de-voo.ghtml" target="_blank">informações. A ausência do europeu reforça o momento de negociações mais delicadas.

Perspectivas para o acordo e importância do momento

O acordo UE-Mercosul representa uma conquista de larga negociação e simboliza o esforço de Lula em ampliar a inserção do Brasil no mercado internacional. Analistas apontam que a assinatura, mesmo que simbólica neste sábado, pode marcar o início de uma nova etapa na relação comercial entre os blocos.

O governo deseja aproveitar encontros diplomáticos como o de hoje para consolidar a imagem de um país aberto ao comércio global e com foco na integração internacional.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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