Lula indica Otto Lobo para presidência da CVM
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou Otto Lobo para assumir uma nova gestão à frente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A nomeação foi publicada nesta quarta-feira, 7, em edição extra do Diário Oficial da União. Otto Lobo, que foi diretor da autarquia desde 2022, tinha seu mandato encerrado em 31 de dezembro de 2025, após assumir interinamente a presidência após a renúncia de João Pedro Nascimento em julho do mesmo ano.
Situação atual da CVM e desafios futuros
A autarquia enfrenta atualmente um colegiado incompleto, com apenas dois dos cinco cargos preenchidos, além de recursos limitados que desafiam a supervisão do mercado de capitais, segundo informações do GLOBO. A indicação de Otto Lobo visa fortalecer o órgão, que é fundamental para a regulação do mercado financeiro brasileiro.
Nova composição do colegiado e processo de aprovação
Além de nomear Otto Lobo, Lula anunciou a indicação de Igor Muniz, advogado e presidente da Comissão de Direito Societário da OAB/RJ, para integrar o colegiado da CVM. Ambos devem passar por sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, e sua confirmação depende da aprovação do órgão legislativo. Mesmo com a confirmação, uma cadeira ainda permanecerá vaga, completando a composição de cinco integrantes com os nomes atuais de Marina Copola e João Carlos Accioly.
Polêmica anterior e impacto na carreira de Otto Lobo
A nomeação de Otto Lobo gerou debates no mercado financeiro devido à sua atuação controversa em 2025, quando votou duplamente – como diretor e presidente do colegiado – contra uma proposta de fechamento de capital (OPA) da Ambipar, atualmente em recuperação judicial. Lobo contrariou recomendações técnicas da autarquia, que apontaram que sua decisão poderia ter artificialmente aumentado o valor das ações da companhia em mais de 800%, dificultando a liquidez dos papéis e prejudicando acionistas minoritários.
Segundo o GLOBO, ao longo de meses, a área técnica da CVM solicitou reavaliação do voto de Lobo, até que, dias antes de sua saída, ele marcou uma reunião para tratar do assunto, que terminou com o colegiado vencendo a possibilidade de reconsiderar seu voto.
Perspectivas para o futuro da CVM
A nomeação de Otto Lobo deve representar uma tentativa do governo de reforçar a fiscalização no mercado de capitais, ainda que o órgão enfrente desafios de recursos e de composição colegiada. Especialistas apontam que a nova formação do colegiado é fundamental para aprimorar a supervisão e garantir maior estabilidade ao setor financeiro brasileiro.
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Assim, o próximo passo será a sabatina dos indicados no Senado, aguardando a aprovação final para que Otto Lobo assuma oficialmente a presidência da CVM e contribua para os esforços de aprimoramento da regulação do mercado financeiro no Brasil.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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