Justiça decreta nova prisão de dono da Hurb por uso de documento falso
A Justiça determinou na sexta-feira (26) a reintegração de André Mendes, dono da Hurb, ao sistema prisional, devido ao uso de documento falso, mesmo após a concessão de liberdade com medidas cautelares. A decisão foi tomada pelo juiz André Felipe Veras de Oliveira, da 32ª Vara Criminal do Rio.
Decisão judicial aponta risco à ordem pública
Segundo o magistrado, o deferimento da liberdade de Mendes, com imposição de medidas alternativas à prisão, não pode servir de justificativa para novos crimes. “Tornou-se evidente que a manutenção da liberdade do acusado gera risco concreto à ordem pública, fato que justifica o seu retorno ao cárcere”, afirmou o juiz em sua sentença. Oliveira também destacou que não há informações precisas sobre o paradeiro atual de Mendes, determinando que as forças policiais sejam notificadas para cumprir um novo mandado de prisão.
Defesa argumenta que não houve descumprimento das cautelares
A defesa do empresário alegou que Mendes não descumpriu as medidas impostas pela Justiça, já que não ficou mais de 30 dias longe do Rio de Janeiro sem avisar, como havia sido determinado. Os advogados também sustentaram que o réu viajou ao Ceará em 29 de dezembro e que não há provas de que a tornozeleira eletrônica estivesse desligada de forma intencional, defendendo que, se isso ocorreu, foi por motivos não deliberados.
Considerações sobre o estado de saúde do réu
Apesar de não ter utilizado o argumento de um eventual desequilíbrio mental, a defesa mencionou que Mendes está sob acompanhamento médico, o que, na visão do juiz, refuta alegações futuras de que ele possa sofrer surtos. “É de se refutar, ainda, uma possível alegação futura de que o acusado tenha, mais uma vez, surtado, já que ele se encontra, em tese, sob acompanhamento médico”, afirmou Oliveira.
Perspectivas futuras
A decisão reforça a preocupação da Justiça com o impacto do caso na sociedade, e o novo mandado de prisão será cumprido pelas forças de segurança, que deverão localizar Mendes para garantir sua reapreensão. A movimentação acontece em meio a investigações relacionadas a utilização de documento falso e possíveis desdobramentos relacionados à sua conduta.
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Com informações do Jornal Diário do Povo
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