Itamaraty encerra gestão da embaixada argentina em Caracas
O Itamaraty decidiu deixar a administração da embaixada da Argentina em Caracas, numa medida interpretada como um recado ao governo de Javier Milei. Segundo interlocutores do governo brasileiro, a missão de garantir a segurança da equipe argentina foi cumprida e, agora, o Brasil avalia a necessidade de revisar seus planos na Venezuela.
Motivos e interpretações da saída diplomática
A operação teve como prioridade assegurar a proteção de assessores de Maria Corina Machado, opositora de Nicolás Maduro, que já não estavam no prédio desde maio. O governo brasileiro argumenta que a captura de Maduro e a atuação do governo interino de Delcy Rodriguez mudaram os planos na região.
Uma fonte do Itamaraty afirmou que “a tarefa no comando da embaixada foi cumprida”, e destacou que o Brasil deixou de administrar o local após mais de nove meses de atuação.
Recado para Milei e o contexto político
A decisão também faz parte de um recado ao governo argentino de Javier Milei, aliado de Donald Trump. Recentemente, Milei celebrou a captura de Maduro em uma rede social, com uma postagem que provocou o Brasil, mostrando uma imagem de Lula e Maduro se cumprimentando.
“A Argentina pediu nosso socorro para garantir a proteção de sua embaixada em Caracas. Fizemos nossa parte, e o que acontece agora é responsabilidade deles”, afirmou uma fonte próxima à diplomacia brasileira. Segundo ela, a contratação de ações de proteção foi cumprida e o episódio reforça o posicionamento do Brasil perante o governo argentino.
Relações bilaterais e pontos de atenção
Apesar do afastamento diplomático, diplomatas destacam que as relações entre Brasil e Argentina permanecem estáveis, com diálogo contínuo no âmbito de Estado. A falta de proximidade entre Lula e Milei é um fator que reflete na dinâmica bilateral, mas não prejudica o entendimento institucional.
Outro episódio citado por fontes da diplomacia ocorreu em maio de 2024, quando o fornecimento de gás natural pela Petrobras à Argentina foi retomado, em meio a riscos de colapso energético no país vizinho. “Ajudar na crise é algo que o Brasil sempre fez, mas a provocação de Milei é incoerente após nossos esforços”, comentou uma fonte.
Especialistas avaliam que a decisão de fechar a gestão da embaixada brasileira na Venezuela reforça o foco do Brasil em ações estratégicas e o desejo de manter relações equilibradas na região, mesmo com mudanças no cenário político na Argentina.
O governo brasileiro reforça que continuará atento às relações com Argentina e Venezuela, buscando acordos e cooperação mútua, apesar da ausência de uma presença diplomática direta na embaixada argentina em Caracas.
Para mais detalhes, acesse a matéria completa.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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