Irlanda e outros países da UE votam contra acordo comercial com Mercosul
Na primeira semana de 2024, a Irlanda anunciou que votará contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, durante a votação marcada para sexta-feira (9), em Bruxelas. Com isso, o país se soma à França, Hungria e Polônia na resistência ao tratado, que envolve Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai e prevê a criação de uma vasta área de livre comércio.
Controvérsia e preocupações do setor agrícola europeu
O anúncio foi feito pelo vice-primeiro-ministro irlandês, Simon Harris, que afirmou que o governo não apoia o formato como o acordo foi apresentado. “Infelizmente, as concessões feitas pela Comissão Europeia não são suficientes para atender às expectativas de nossos cidadãos”, declarou Harris em comunicado. A oposição ocorre especialmente por parte do setor agrícola europeu, que teme o aumento das importações de carne, arroz, mel e soja da América do Sul, em troca da exportação de veículos e máquinas europeias para o Mercosul.
Impasse na aprovação do tratado na União Europeia
Apesar da resistência de alguns países, o Conselho da UE deve aprovar o acordo na sexta-feira, o que permitirá à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assiná-lo na segunda-feira (12). A votação deve obter a maioria dos votos entre os 27 Estados-membros, mesmo com a contrariedade de França, Hungria, Polônia e Irlanda.
Críticas às concessões da União Europeia
Harris criticou as concessões feitas pela Comissão Europeia para atender às preocupações da Irlanda. “Embora tenham sido negociadas medidas adicionais, elas não são suficientes para proteger os interesses do nosso setor agrícola nem atender às expectativas do povo irlandês”, afirmou o vice-primeiro-ministro.
Reações e protestos
Representantes do setor agrícola francês já protestaram na capital Paris, bloqueando ruas contra o tratado, considerado por eles como prejudicial ao setor agrícola europeu.
O tratado criaria a maior zona de livre comércio do mundo, mas o tema permanece polêmico na União Europeia. A votação de sexta-feira deverá definir o futuro da assinatura do pacto, que aguardava desde 1999 negociações intensas para ser concretizado.
Segundo analistas, o resultado da votação refletirá a pressão dos Estados-membros favoráveis ao acordo, mesmo diante das críticas dos setores mais resistentes.
Para mais informações, acesse a matéria completa no g1.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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