Índice de Preços – 10 registra queda mais acentuada em junho

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) apresentou uma forte desaceleração em junho, com queda de 0,97%, aprofundando o recuo registrado em maio, que foi de 0,01%. O resultado negativo foi impulsionado pela redução no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPPA), que teve uma queda de 1,54%, devido ao avanço das colheitas e à safra positiva, conforme explica Matheus Dias, economista do FGV Ibre.

Índice de preços mostra sinais de alívio na cadeia produtiva

Os dados de maio já indicavam uma desaceleração da inflação no começo da cadeia de produção, como detalhado pelo economista Matheus Dias. Apesar dos efeitos ainda não serem totalmente percebidos no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), junho revelou uma desaceleração, com alta de 0,28%, contra 0,42% em maio. O comportamento do IPC também foi fortemente influenciado pelo grupo de alimentos.

Variações nos preços de alimentos

O recuo nos preços de alimentos como tomate e ovos ocorreu devido à retração da demanda, que vinha em patamares elevados, e ao aumento na oferta com a colheita de inverno, resultando em preços menores no mercado interno. Segundo Dias, o bom desempenho das colheitas tem contribuído para a redução dos valores.

Perspectivas para a inflação e o mercado

Durante a semana do Copom, o mercado mantém a previsão de juros da Selic em 14,75%, mesmo diante da possibilidade de uma nova redução na estimativa de inflação, como aponta análise recente. Uma das variáveis que pode impactar a tendência de desaceleração da inflação em julho é a alta nos preços do barril de petróleo, que influencia diversos setores, incluindo energia, transporte, construção e alimentos, conforme alerta Dias.

Risco de reversão na tendência de queda da inflação

O período de baixa temporada ajudou a conter os preços das passagens aéreas neste mês, mas esse efeito pode reverter em julho, quando a alta nesta categoria se espera. Além disso, o aumento do petróleo pode elevar os custos de energia e alimentos, pressionando a inflação para cima na segunda metade do ano, segundo analistas.

Indústria da construção e outros indicadores

Contrariando a tendência de queda no IGP-10, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou de 0,43% para 0,87% entre maio e junho. A principal influência veio da alta nos custos de mão de obra, que passou de 0,51% para 2,38%, enquanto materiais e serviços desaceleraram.

Para mais detalhes sobre os fatores que afetam a inflação e o mercado, acesse este artigo.

Como apontado pelo economista, os movimentos de alta e baixa nos preços refletem a dinâmica de oferta e demanda, além de fatores climáticos e de mercado internacional que continuam a influenciar o cenário econômico brasileiro.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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