Índice de atividade econômica mostra desaceleração, mas economia brasileira se mantém resiliente
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, revelou que em junho a atividade econômica brasileira sofreu impacto da alta taxa de juros, mas a recuperação permanece firme, segundo economistas. Embora o índice tenha caído 0,1% em relação a maio, o cenário indica uma desaceleração gradual da economia nacional.
Desaceleração do IBC-Br reflete efeitos de política monetária
O dado de junho, divulgado pelo Banco Central, aponta a segunda queda consecutiva do índice após recuo de 0,7% em maio. No segundo trimestre, houve crescimento de 0,3%, e na comparação anual, o avanço foi de 1,4%. O acumulado em 12 meses, até junho, ficou em 3,9%, ligeiramente abaixo dos 4,1% de maio. Segundo o Banco Central, a desaceleração se deve à política monetária restritiva, que começa a impactar setores mais cíclicos, como a indústria.
Situação heterogênea entre setores da economia
Dados da XP apontam que a maioria dos segmentos perdeu força recentemente. Especialmente a agropecuária, que caiu 3,1% no segundo trimestre, após saltar 7,6% no primeiro, devido à safra recorde de grãos. Já Lucas Barbosa, economista da AZ Quest, reforça que a desaceleração é gradual e confirmada por indicadores de julho e agosto, especialmente na esfera do consumo.
Consumo das famílias e impactos setoriais
Rafael Perez, da Suno Research, destaca que o consumo das famílias permanece sustentado pela menor taxa de desemprego e pelo crescimento de salários e massa salarial, o que dá suporte à atividade econômica. Entretanto, setores mais dependentes de crédito foram mais afetados pela alta de juros e pelo encarecimento do crédito, enquanto a agropecuária e as exportações continuam a impulsionar a economia.
Economia em transição, com riscos e sinais de resiliência
A economista Ariane Benedito, do PicPay, lembra que o avanço de 3,9% na comparação anual mostra que, apesar da perda de ritmo, a economia se mantém em expansão no acumulado do ano. Ela avalia que estamos em uma fase de transição: a desaceleração no curto prazo é consequência dos efeitos da política monetária restritiva, enquanto os setores de agropecuária e exportações continuam sustentando o crescimento.
Perspectivas futuras
De acordo com especialistas, os próximos indicadores do IBC-Br provavelmente indicarão uma desaceleração mais evidente, refletindo a defasagem dos efeitos da política de juros elevados. A cautela do consumo, aliada à fragilidade de setores mais sensíveis ao crédito, reforça a expectativa de um ritmo de crescimento mais moderado, sem sinais de recessão.
Impactos esperados na atividade econômica
Apesar da desaceleração pontual, o cenário macroeconômico aponta para uma economia que mantém sua trajetória de crescimento, embora mais contida. A atividade brasileira, portanto, evolui com um ritmo mais lento, ajustando-se às condições de política monetária mais restritivas, mas sem perder a perspectiva de continuidade no crescimento anual.
Mais detalhes sobre os números e análises podem ser conferidos no fonte original.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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