Haddad revela impacto do caso Carbono Oculto na Fazenda e soluções fiscais

O então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o caso Carbono Oculto, ligado à lavagem de dinheiro e fraudes bancárias, afetou significativamente o setor financeiro e a política fiscal do Brasil. Apesar de o tema ser do Banco Central, Haddad revelou que a situação envolveu a Fazenda devido à pressão de bancos públicos e riscos de prejuízos fiscais bilionários.

Impactos do caso Carbono Oculto na economia e no setor financeiro

De acordo com Haddad, um terço do Fundo Garantidor de Crédito é composto por aportes de bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Ele explicou que há preocupações de que bancos possam adquirir outros apenas para utilizar prejuízos fiscais, que podem chegar a dezenas de bilhões de reais. Além disso, o ministro reforçou a complexidade das questões tributárias envolvidas e o risco de fraudes bancárias em escala histórica.

Pressão de órgãos de controle e investigação

Haddad destacou que, embora o Banco Central seja responsável pelo controle financeiro, a Receita Federal é fundamental no combate à sonegação e lavagem de dinheiro. Ele afirmou que, na operação Reag, relacionada ao caso Carbono Oculto, foi detectada uma série de interligações entre grupos criminosos, levando-o a classificar a fraude como potencialmente a maior da história do país.

Gestão econômica e saldo fiscal

Na entrevista concedida à GloboNews, Haddad fez um balanço positivo de sua gestão, ressaltando que os indicadores econômicos foram superiores às expectativas. Segundo ele, a inflação terminou o ano passado dentro do intervalo estipulado, e o déficit fiscal foi reduzido em 70%, passando de uma herança de 1,59% do PIB para 0,48%. Essas medidas refletem o esforço de coordenar política monetária e fiscal, resultando na previsão de uma das menores inflações quadrienais da história brasileira, além de uma expectativa de queda dos juros em janeiro.

Reforma tributária e ajuste de emendas

Haddad confirmou que o governo pretende reformular a tributação sobre títulos isentos, para evitar distorções arrecadatórias e problemas na rolagem da dívida. Ele também citou a intenção de vetar parcialmente emendas no Orçamento de 2023, amparando-se na legislação complementar aprovada pelo Congresso, e afirmou que a prioridade será garantir equilíbrio fiscal.

Futuro do ministério e projeto eleitoral

Sobre sua saída do ministério, Haddad revelou que conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para definir o momento de sua substituição, preferencialmente no início do ano. Seu nome favorito para a sucessão é o atual secretário-executivo, Dario Durigan. Haddad descartou a intenção de disputar eleição, preferindo atuar como coordenador do programa de governo.

Na avaliação do ministro, 2026 deverá ter como mote a liderança do Brasil em questões ambientais e internacionais, ressaltando a importância de um presidente com interlocução global, como Lula.

Para mais detalhes sobre a entrevista, acesse esta fonte.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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