Haddad deve deixar o Ministério da Fazenda ainda neste mês
O ministro Fernando Haddad deve deixar o Ministério da Fazenda ainda neste mês. Em entrevista realizada nesta quarta-feira (14), em Brasília, Haddad destacou a importância de que seu substituto assuma rapidamente para dar continuidade ao trabalho durante todo o ano eleitoral, especialmente nas questões orçamentárias e fiscais.
Substituição e continuidade na equipe
Haddad informou que conversará com o presidente Lula para decidir a data oficial de sua saída. Questionado sobre quem pode assumir o cargo, ele afirmou que sempre promoveu uma equipe de excelente qualidade e reforçou seu apoio a Dario Durigan, atual secretário-executivo do ministério, como o nome mais provável para sucedê-lo. “Sempre promovi a equipe, que considero ótima, e torço por Durigan”, declarou.
Pressão fiscal e atuação na Esplanada
Ao ser questionado sobre como o próximo ministro irá lidar com a crescente pressão fiscal no ano eleitoral, Haddad salientou que Durigan também possui forte trânsito na Esplanada dos Ministérios, apontando para sua capacidade de atuar na intermediação com o Palácio do Planalto. “Ele tem bastante trânsito na Esplanada, assim como eu”, afirmou, indicando que Durigan está bem posicionado para a função.
Posição sobre o veto às emendas parlamentares
Haddad tranquilizou aliados ao afirmar que o governo não deve enfrentar problemas com o Congresso em relação ao veto de R$ 11 bilhões em emendas. Segundo ele, os parlamentares compreenderão a situação, pois uma lei complementar aprovada pelo Congresso estabelece um limite para as despesas com emendas, e esse limite não pode ser ultrapassado. “Se for R$ 61 bilhões, como consta no Orçamento, essa regra foi desrespeitada”, explicou, ressaltando que o cálculo do limite está a cargo do Ministério do Planejamento, sob a responsabilidade da ministra Simone Tebet.
Resultados na gestão fiscal
Respondendo às críticas de que a administração poderia ter sido melhor em alguns pontos, especialmente na área fiscal, Haddad destacou que conseguiu reduzir em 70% o déficit público que recebeu ao assumir o cargo. Ele apresentou números que reforçam seu esforço para melhorar a situação fiscal do país e garantir estabilidade econômica.
Marcado por desafios, o período de transição de Haddad reforça sua postura de continuidade nas políticas fiscais e a aposta na experiência de sua equipe para atravessar o próximo ano eleitoral com estabilidade.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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