Haddad afirma que Tesouro só fará aporte nos Correios após plano de reestruturação

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (4) que o Tesouro Nacional só poderá fazer um aporte nos Correios após a aprovação prévia de um plano de reestruturação da estatal e dentro das regras fiscais. Segundo ele, não haverá empréstimos, aval ou qualquer forma de apoio enquanto o plano não for concluído e analisado pela equipe econômica.

Condicionalidades para apoio financeiro aos Correios

Durante entrevista, Haddad destacou que qualquer medida, seja empréstimo, aval ou aporte direto, está condicionada à aprovação de um plano de recuperação. “Nós não vamos fazer um aporte sem o plano de recuperação aprovado. Nem empréstimo, nem apoio, nem aval. Tudo depende do plano de reestruturação da companhia”, afirmou.

Rejeição da primeira proposta e possibilidade de aporte direto

Questionado se, diante da rejeição da primeira proposta apresentada pelos Correios ao Tesouro, a solução mais provável seria um aporte direto, Haddad respondeu que “pode haver” essa possibilidade. “O Tesouro está estudando. Vamos considerar todas as variáveis”, disse o ministro.

Respeito às regras fiscais e previsão de apoio

Haddad reforçou que qualquer eventual aporte deve seguir as regras fiscais. “Se houver um aporte, será dentro das regras. Não é fora da regra”, explicou. Ele também destacou que a inclusão dos R$ 10 bilhões na meta fiscal das estatais foi uma ação preventiva, caso o governo precise realizar algum apoio financeiro futuramente.

Outros temas abordados na reunião com os EUA

Além da questão dos Correios, Haddad comentou sobre a reunião com o encarregado de negócios dos Estados Unidos, Gabriel Escobar. O encontro tratou de cooperação para investigação de fundos e operações financeiras ligados à lavagem de dinheiro.

Proposta de parceria contra o crime organizado

O ministro declarou que os Estados Unidos irão encaminhar uma proposta de parceria para combater o crime organizado. Ele afirmou ainda que percebeu “entusiasmo” em Escobar ao tratar do tema, e que a resposta brasileira à provocação americana foi considerada “muito viável”.

Tarifas americanas e perspectivas futuras

Questionado sobre as tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros, Haddad afirmou que a questão “vai acabar se resolvendo”. Ele destacou que, aos poucos, o país está superando “esse mal-entendido”.

“Penso que aos poucos estamos superando esse mal-entendido”, concluiu o ministro.

Para mais detalhes, acesse a matéria completa.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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