Greve geral em Portugal paralisa transporte, saúde e educação

Uma greve geral de magnitude histórica atingiu Portugal nesta quinta-feira (11), com paralisações que afetaram transporte, hospitais e escolas, enquanto sindicatos opositores criticaram duramente as reformas trabalhistas propostas pelo governo de direita. A principal estação ferroviária de Lisboa ficou vazia e a companhia aérea TAP cancelou cerca de dois terços dos seus voos, incluindo conexões com o Brasil, como São Paulo, Campinas e Fortaleza.

Impactos da greve e recepção pública

Segundo relatos dos sindicatos, a coleta de lixo foi interrompida, setores hospitalares atenderam apenas casos de urgência, e escolas e tribunais também estiveram paralisados. A manifestação, considerada a maior desde 2013, ocorreu em meio a uma forte reação social contra as reformas propostas pelo governo de Luis Montenegro, que inclui alterações na legislação trabalhista para facilitar demissões e ampliar contratos temporários.

De acordo com pesquisas, 61% da população apoia a greve, considerada um sucesso pelo secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), Tiago Oliveira. “As reformas estão entre os maiores ataques ao mundo do trabalho”, afirmou Oliveira, à AFP. Ele alertou que as mudanças irão “normalizar a insegurança no emprego” e “facilitar as demissões”, prejudicando cerca de 1,3 milhão de trabalhadores em um universo de cinco milhões de ativos.

Reformas trabalhistas e controvérsia

O primeiro-ministro Luis Montenegro defende as reformas, afirmando que elas buscam “estimular o crescimento econômico e pagar salários melhores”. No entanto, os principais sindicatos e movimentos de esquerda criticam as proposições, alegando que promovem retrocessos nos direitos trabalhistas conquistados ao longo de anos de lutas.

Os debates legislativos ainda estão em andamento na Câmara e no Senado, com a oposição acusando o governo de não ter esclarecido aos eleitores as verdadeiras intenções por trás das mudanças durante a campanha eleitoral. O clima de tensão reflete a crise política e social agravada pelo contexto econômico, que inclui crescimento moderado de cerca de 2% e uma taxa de desemprego de aproximadamente 6%.

Reações e próximos passos

O chefe da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), Armindo Monteiro, criticou a greve, afirmando que o projeto de lei do governo é apenas uma “base para discussão”, e que a intenção é corrigir o “desequilíbrio” causado por reformas anteriores de orientação de esquerda. Por outro lado, os sindicalistas consideraram a paralisação uma vitória, destacando que a mobilização chamou atenção para os riscos de flexibilização excessiva do mercado de trabalho.

Antes da greve, Montenegro declarou que esperava que o país continuasse funcionando normalmente, priorizando o equilíbrio entre os direitos dos trabalhadores e as necessidades do país. O impacto na mobilidade aérea, com a cobertura das causas e medidas de emergência, pode afetar ainda mais a economia e as relações internacionais de Portugal nos próximos dias.

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Com informações do Jornal Diário do Povo

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