Governador do Ceará propõe compra de pescado para mitigar impacto de tarifa dos EUA

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), reuniu-se nesta sexta-feira com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir os efeitos da tarifa de 50% aplicada pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, que entra em vigor em 6 de agosto, afeta diversas exportações, embora o aço tenha ficado de fora da lista de exceções até o momento.

Propostas para preservar a competitividade dos produtos do Ceará

Após o encontro, Elmano de Freitas anunciou a sugestão de que o governo estadual ou municipal possa adquirir parte da produção de pescado destinada à exportação para os EUA. Segundo o governador, essa medida busca absorver o excedente e garantir renda aos pescadores e empresários locais.

“Trouxemos a possibilidade de aquisição pelos governos do estado ou dos municípios de produtos que exportamos para os EUA. O ministro recebeu com bom grado essa proposta e queremos ampliar esse mecanismo”, afirmou Elmano. Ele destacou ainda que mudanças na legislação podem ser necessárias para viabilizar esse apoio.

Impactos setoriais e alternativas de apoio

O governador reforçou que cada setor produtivo possui suas próprias características, e que, em alguns casos, a compra direta pelo estado é viável, enquanto, em outros, será preciso buscar mecanismos alternativos para minimizar os prejuízos. “Queremos proteger a nossa cadeia produtiva e evitar perdas significativas no mercado”, ressaltou.

Setores afetados além do aço e possíveis medidas

De acordo com Elmano, além do aço, segmentos como pescado, fruticultura, cera de carnaúba e castanha de caju também podem ser impactados pela tarifa, que pode gerar prejuízos maiores em caso de deterioração das exportações.

Até o momento, quase 700 produtos entraram na lista de exceções e estão isentos da tarifa, que iniciou sua validade em 6 de agosto. A discussão sobre formas de apoio às exportações e à renda dos produtores ainda está em andamento, com o governo do Ceará propondo alternativas para minimizar os efeitos da medida.

Especialistas indicam que a iniciativa do estado pode servir como um modelo de enfrentamento para outros mercados regionais afetados por tarifas externas, buscando sempre preservar as cadeias produtivas locais.

Para mais detalhes, acesse a reportagem completa no site do O Globo.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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