GDF indica Celso Eloi para presidir o BRB após afastamento judicial
O governo do Distrito Federal (GDF) anunciou nesta sexta-feira (18) a indicação de Celso Eloi de Souza Cavalhero para presidir o Banco de Brasília (BRB). O gestor, atual superintendente da Caixa Econômica Federal, substituirá Paulo Henrique Costa, afastado por decisão judicial devido a investigações relacionadas à Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta semana.
Indicação e requisitos
A nomeação de Cavalhero depende ainda de aprovação pela Câmara Legislativa do DF. Segundo o GDF, a escolha visa garantir a continuidade da gestão do banco estatal em meio às investigações envolvendo suspeitas de fraudes financeiras e operações ilegais no sistema bancário.
Operação policial e suspeitas de fraudes
A Operação Compliance Zero apura a emissão de títulos de crédito falsificados por instituições financeiras que operam no Brasil. Até o momento, os agentes da Polícia Federal já efetuaram seis prisões, incluindo a de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, preso ao tentar deixar o país em um jato particular. Os policiais também apreenderam aproximadamente R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo e objetos de alto valor, como obras de arte, carros de luxo e relógios exclusivos.
Impacto na gestão do BRB
Com a saída de Paulo Henrique Costa, também foi decretado o afastamento temporário do diretor de Finanças e Controladoria do banco, Dario Oswaldo Garcia Júnior. Segundo o GDF, a medida busca preservar a integridade das operações financeiras do BRB diante das investigações e evitar impactos na estabilidade da instituição.
Contexto das investigações
A Operação Compliance Zero investiga fraudes envolvendo créditos bancários simulados, que eram vendidos a outros bancos e posteriormente reclassificados como ativos legítimos, sem avaliação técnica adequada. As suspeitas indicam que essas fraudes podem ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões, de acordo com o diretor-geral da Polícia Federal.
O Banco Master, alvo principal da investigação, destacou-se por oferecer rendimentos de até 140% do CDI, o que despertou suspeitas sobre sua saúde financeira. No começo de setembro, o BRB anunciou a intenção de adquirir o banco por R$ 2 bilhões, mas a operação foi rejeitada pelo Banco Central devido às irregularidades apontadas.
Perspectivas para o futuro
A indicação de Celso Eloi reforça o esforço do GDF em assegurar a estabilidade do BRB e retomar o pleno funcionamento do banco. A administração pública promete acompanhar de perto as investigações e reforçar os mecanismos de governança, compliance e controle interno para preservar a integridade da instituição.
O governo do Distrito Federal também garantiu que, apesar da operação policial e das suspeitas, o BRB continuará operando normalmente, sem impacto na liquidez ou na capacidade de atender aos clientes.
Para acompanhar as novidades completas da Operação Compliance Zero, acesse a cobertura da EBC na notícia.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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