Fundo Garantidor de Créditos deve arcar com R$ 41 bilhões após liquidação do Banco Master
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) prevê que cerca de 1,6 milhão de credores do Banco Master e de outras empresas do grupo liquidadas terão direito a garantia, totalizando aproximadamente R$ 41 bilhões, segundo informações da Bloomberg. Com um patrimônio de R$ 160 bilhões, o fundo, criado em 1995, possui atualmente R$ 122 bilhões em recursos líquidos em caixa.
Maior uso do fundo desde 1997
Segundo o BTG Pactual, esse será o maior desembolso do FGC desde a liquidação do Banco Bamerindus, ocorrida em 1997, equivalente a cerca de R$ 20 bilhões corrigidos pela inflação. Especialistas afirmam que, apesar do impacto financeiro, não há risco sistêmico no momento.
Repercussões na economia e no crédito
Analistas apontam que o maior efeito será uma maior restrição ao crédito, o que deve resultar em taxas mais elevadas para novos financiamentos. Como explica Enrico Cozzolino, head de análises da Levante Ideia e Investimento, “não é que o crédito de quem contratou um financiamento vai subir, mas a restrição ao crédito deve fazer as taxas aumentarem.”
Garantia e impacto para investidores
Apesar de o FGC funcionar como uma espécie de seguro, cobrindo até R$ 250 mil por pessoa ou empresa, Cozzolino avalia que os maiores prejuízos serão para os investidores, incluindo fundos de pensão, que cuidam do patrimônio de trabalhadores. Mesmo aqueles que terão recursos recuperados poderão enfrentar dificuldades, pois a confiança no sistema financeiro brasileiro fica abalada.
Fundos de previdência e idosos
De acordo com uma fonte de mercado que preferiu não se identificar, a maior dificuldade será para os fundos de previdência, que possuem montantes consideravelmente superiores ao limite de cobertura. Como os investimentos nesses fundos são voltados a garantir renda após aposentadoria, a ausência do valor integral pode exigir aportes extras, reduzindo a rentabilidade futura dos beneficiários.
Simultaneamente, essa situação reforça a percepção de que, na prática, a população acaba sendo a mais prejudicada, com acesso a crédito mais caro e limitado, devido à confiança reduzida no sistema financeiro nacional.
Para mais detalhes, acesse a matéria completa no site do Globo.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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