França suspende exportações agrícolas por um ano devido a agroquímicos proibidos na UE

A França decretou nesta quarta-feira (7) a suspensão por um ano das importações de produtos agrícolas, como abacates, mangas e goiabas, tratados com fungicidas e herbicidas que contêm substâncias proibidas na União Europeia (UE). A medida, que entrou em vigor nesta quinta-feira (8), visa garantir o cumprimento das regras ambientais europeias e responder às preocupações dos produtores locais.

Restrição às importações de agroquímicos proibidos na UE

De acordo com o Ministério da Agricultura da França, produtos importados, principalmente da América do Sul, não poderão mais entrar no país se contiverem substâncias como mancozeb, tiofanato-metílico, carbendazim, glufosinato e benomil. Essas substâncias estão banidas na UE devido a riscos à saúde e ao meio ambiente. “Esta decisão não é dirigida contra o continente, mas contra qualquer país que processe frutas e vegetais com essas substâncias”, afirmou o ministério.

Contexto e motivações da medida

A iniciativa surge como resposta à oposição de produtores europeus, especialmente franceses, ao acordo comercial UE-Mercosul, temendo uma entrada massiva de produtos sul-americanos mais competitivos. A suspensão visa proteger os agricultores europeus e evitar a entrada de alimentos que possam desrespeitar as normas ambientais do bloco.

Reações e perspectivas

Os ministros da Agricultura da UE devem se reunir nesta quarta-feira para discutir a questão, enquanto protestos de produtores locais continuam nas estradas francesas. Segundo o Ministério da Agricultura da França, o decreto será analisado pela Comissão Europeia, que dispõe de dez dias para emitir sua posição, podendo aprová-lo, modificá-lo ou rejeitá-lo.

Procedimentos e controles adicionais

O decreto exige que as empresas do setor alimentício implementem controles rigorosos para assegurar que os produtos importados estejam livres dessas substâncias proibidas. Além disso, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs um financiamento de € 45 bilhões (R$ 283 bilhões) para os agricultores, como forma de tranquilizar o setor agrícola europeu diante das barreiras ao ingresso de produtos sul-americanos.

Embora a oposição francesa seja significativa, a assinatura do acordo UE-Mercosul pode ocorrer em 12 de janeiro, caso seja aprovada pela maioria qualificada do Conselho Europeu. A iniciativa tem gerado debate intenso sobre os interesses econômicos e ambientais de ambos os lados.

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Com informações do Jornal Diário do Povo

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