França proíbe importação de frutas e hortaliças com fungicidas e herbicidas proibidos na Europa

A França anunciou que não permitirá mais a entrada de abacates, mangas, goiabas, frutas cítricas, batatas e outros produtos agrícolas que contenham cinco fungicidas e herbicidas proibidos na Europa: mancozeb, tiofanato-metílico, carbendazim, glufosinato e benomil. A decisão faz parte de uma resposta às tensões no comércio agrícola, relacionadas ao acordo entre União Europeia e Mercosul.

Restrição às importações com substâncias proibidas

Conforme divulgado pelo G1 Globo, o bloqueio é uma medida para evitar a entrada de alimentos que utilizam esses químicos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente na Europa. A legislação europeia tem restringido o uso de tais produtos devido a preocupações com possíveis riscos carcinogênicos e contaminantes.

Segundo o Ministério da Agricultura francês, a proibição visa também preservar a confiança dos consumidores e compatibilizar as importações com a legislação local, que é uma das mais rígidas do mundo no controle de agrotóxicos.

Impacto nas negociações comerciais

A medida também reacende discussões sobre o tratado de livre comércio entre UE e Mercosul, visto por críticos como uma ameaça ao setor agrícola europeu, devido às diferenças regulatórias. “Essa restrição reforça a necessidade de debates mais aprofundados sobre as condições de importação e uso de defensivos agrícolas”, afirmou uma fonte oficial do governo francês.

Reações do setor agrícola brasileiro

Representantes do agronegócio no Brasil criticaram a decisão, alegando que ela prejudica as exportações brasileiras e reforça barreiras comerciais que podem afetar o comércio internacional. Empresários destacam ainda que muitos produtores utilizam defensivos autorizados no Brasil, porém banidos na Europa.

Perspectivas futuras

Especialistas avaliam que a medida pode incentivar o setor agrícola brasileiro a adotar práticas mais sustentáveis e buscar alternativas aos produtos proibidos na Europa. Além disso, reforçam a importância de o Brasil alinhar suas regulamentações às exigências internacionais para ampliar o acesso aos mercados mundiais.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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