Filha de brasileira sofre xenofobia e violência escolar em Portugal
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A brasileira Gabriela Salgueiro denuncia que sua filha, V., de sete anos, tem sofrido agressões físicas e xenofobia na escola pública em Bragança, Portugal, desde 2022. A jovem, que nasceu em Portugal, tem o sotaque brasileiro, o que tem sido motivo de bullying na instituição, segundo relato da mãe.
Violência e xenofobia na escola portuguesa
Gabriela relata que a filha foi agredida diversas vezes por um estudante da mesma escola, incluindo apanhes e ataques físicos, como o episódio em que V. teve um hematoma na perna esquerda após um chute. Além das agressões físicas, a criança vem sofrendo com comentários que Contestam seu sotaque e sua origem brasileira, causando uma crise emocional, com ela perguntando se a mãe não gosta dela por ser portuguesa.
Investigações e arquivamento do caso
O Ministério Público (MP) de Bragança arquivou recentemente o processo aberto após a queixa de Gabriela, alegando a ausência de provas e dificultando a identificação dos suspeitos. Gabriela afirma que a investigação não considerou relatos e imagens coletadas ao longo do tempo, que comprovam as agressões desde quando V. tinha quatro anos. A mãe contestou a decisão, alegando que a Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) tinha conhecimento do caso, e que sua filha foi vítima de bullying recorrente.
Xenofobia e falta de proteção
V. tem sido alvo de discriminação relacionada à sua origem brasileira, apesar de nascer em Portugal. Gabriela relata que a criança foi questionada se a mãe não gostava dela por ela ser portuguesa. Além disso, o sotaque da estudante passou a ser contestado na escola, como uma forma de xenofobia linguística. Gabriela destacou ainda que, em uma ocasião, a filha foi obrigada a descer as calças no recreio sem a supervisão de um adulto, o que ela considera uma situação de abuso.
Ausência de respostas e próximos passos
Gabriela afirma que não foi oficialmente notificada do arquivamento do processo na IGEC nem no MP, e planeja recorrer à Justiça por meio de sua advogada, que deverá requerer a abertura de uma nova instrução. Ela também expressa preocupação com a segurança da filha, questionando se deverá procurar escola privada a 70 km de distância para garantir a integridade da criança, já que acredita que a escola atual não protege adequadamente os alunos.
Por fim, Gabriela critica a negligência das autoridades escolares e do governo, destacando que diversos envolvidos têm conhecimento do caso, mas nenhuma medida efetiva foi tomada até agora. Os responsáveis pela escola, o Ministério da Educação e a IGEC não retornaram às tentativas de contato para comentários sobre o ocorrido.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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